19 mai 2026
ter, 17h
20 mai a 21 jun 2026
ter a dom, 11h às 19h
Gratuito

curadoria
Juan Santoli
artistas
Breno de Sant'ana, Danilo Howat, Hansen, Luiz Sisinno, Marcus Lemos, Saulo Martins, Sema e Vix Palhano
ATIVIDADES EXTRA
19 jun, sex 15h
visita mediada
conversa sobre os processos poéticos-artísticos e a exposição com
Danilo Howat, Luiz Sisinno, Marcus Lemos, Saulo Martins, Sema (artistas)
Juan Santoli (curador)
Sinopse
A exposição “Morro pela boca, vivo pelos olhos” reúne obras de Breno de Sant'ana, Danilo Howat, Hansen, Luiz Sisinno, Marcus Lemos, Saulo Martins, Sema e Vix Palhano, sob curadoria de Juan Santoli. Articulando uma abordagem íntima, a mostra propõe uma discussão sobre a produção artística dentro do contexto da história da arte brasileira queer. Os trabalhos apresentados exploram temas existenciais, como a inevitabilidade, as incertezas, a solidão, as paixões e a vontade de ser e tornar-se. As produções artísticas se constituem como um exercício prático de invenção de si, com o intuito de dar à vida sua própria forma. A exposição inaugura no mês dedicado ao Orgulho LGBTQIAPN+.
Minibiografias
Breno de Sant' ana, Rio de Janeiro, 2001.
Artista visual, nascido e criado na favela do Cavalo de Aço, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Utiliza diversas linguagens em sua produção, como fotoperformance, texto, vídeo, objeto e instalações, marcados pelo uso do próprio corpo como elemento poético central. A apropriação é o principal disparador de seus trabalhos. De forma irônica, reconfigura o universo ao seu redor, transformando palavras, objetos, gestos do cotidiano e do seu território em um repertório de narrativas de caráter social para repensar as simbologias do corpo na sociedade. Temas como identidade, sexualidade e registro documental pessoal são recorrentes em seus trabalhos. Foi um dos artistas selecionados ao Prêmio Pierre Verger em 2025, Diário contemporâneo de fotografia em 2024 e premiado pelo Circuito Latino-Americano de Arte Contemporânea (CLAC) em 2022. Seu trabalho foi adquirido pela Casa de Cultura Mario Quintana. Participou de diversas exposições coletivas em instituições e galerias, como Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, Museu de Arte da Bahia, Galeria Vermelho, Anita Schwartz Galeria de Arte, Cana Galeria e outros.
Danilo Howat, Rio de Janeiro, 1997.
Artista visual, pesquisador e mestrando em Linguagens Visuais pelo PPGAV/UFRJ, com graduação em Pintura pela mesma universidade. Usando pintura, desenho e vídeo, o artista trabalha com fluidos e imagéticas viscosas para debater gênero, sexualidade, pós-humanidade e crises sociopolíticas. Operando com formas distorcidas que flutuam entre repulsa eerotismo, seu trabalho busca tensionar o desejo no abjeto, repensando as funções contemporâneas de humanidade e nossas relações com o natural e o artificial.Participou das exposições coletivas Coemergências (Paço Imperial, Rio de Janeiro — RJ, 2024); Brechas, Frestas, Bordas e Outras Margens (Centro Cultural Laurinda Santos Lobo, Rio de Janeiro — RJ, 2026); Índice (2024) e Querela (2025), ambas no Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica (Rio de Janeiro — RJ); além do leilão virtual Arte na Fonte (edição especial CASANEM 2023). Fora do Rio de Janeiro,participou das exposições coletivas Mancha (Piccola Galeria, Petrópolis — RJ, 2023), Calote (Centro de Artes da UFF, Niterói — RJ, 2025) e Mostra Art 120’’ (SESC Deodoro, São Luís – MA, 2024).
Hansen, Petrópolis, 1997.
Escreve e edita. Cursa doutorado no PPGAV-UFRJ, é mestre pelo PPGArtes-Uerj e especialista em Letras pela PUC-Rio. Sua pesquisa se dá de modo teórico-prático, dentro e fora de espaços acadêmicos. Atua entre os campos da literatura e das artes visuais, por meio das artes do livro e da escrita conceitual. Explora a forma-livro e os sistemas de arquivamento, sobretudo a partir de impressos e outros meios analógicos. Nesse sentido, fundou o projeto Editora Sem Título. Atualmente, faz parte da equipe técnica da revista Arte & Ensaios do PPGAVUFRJ. Em 2025, participou do 9º ciclo de Residência Artística da Casa da Escada Colorida. Em 2023, participou do Programa Imersão em Artes Visuais da EAV-Parque Lage. Ganhou os prêmios estímulo e seleção no 4° Salão de Arte em Pequenos Formatos da Britânia. Entre 2021-2023, integrou a equipe editorial do livro Escritos de artistas, escritos em arte, composto por discentes da Uerj. Fez parte de mostras coletivas na EAV-Parque Lage, no MABRI, no Galpão Bela Maré, no Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica, entre outros.
Luiz Sisinno, Niterói, 1972.
Artista visual e pesquisador. Sua pesquisa artística passa por questões de identidade, gênero, infância, memória e arquivo. Revisita sua biografia e estabelece novas narrativas. Busca uma poética na qual fantasiar e fetichizar o indivíduo são formas de se expor, além de meios de acessar memórias de infância e se insurgir. Combina algumas técnicas e práticas artísticas como colagem, desenho, pintura, fotografia e objeto. Sua individual Amores Instantâneos esteve no Centro Cultural Justiça Federal(RJ) em 2018, além de integrar os salões de artes visuais de Guarulhos(2021) e Vinhedo(2022). Nos últimos anos integrou algumas coletivas como: Abre Alas 18 da galeria A Gentil Carioca(RJ/ SP), a mostra Lampejos na Escuridão no 12º Festival de Fotografia de Tiradentes(MG), Rosas Brasileiras no Farol Santander(SP) e a coletiva Apresentando/ Projeto GAS 2026 na galeria Anita Schwartz(RJ). Seus trabalhos compõe o acervo da Secretaria Municipal das Culturas de Niterói e coleções particulares. Doutorando em Estudos Contemporâneos das Artes pela UFF. Bacharel em Comunicação Social – Cinema pela UFF e Mestre em Comunicação e Cultura pela UFRJ.
Marcus Lemos, Niterói, 1996.
Artista visual e historiador da arte. Mestrando em Linguagens Visuais pelo PPGAV-EBA/UFRJ e Bolsista Faperj. Sua pesquisa é cadenciada pela experiência dissidente e suas consequentes violências epistêmicas, onde na tentativa de exercitar uma analética, tem se desdobrado sobre o reconhecimento das tecnologias discursivas de controle a corpos desviantes e a consequente retomada política, discursiva e social de suas passividades. Utiliza da fotografia, do video, da escrita e da performance como seus principais disparadores. Teve passagem na EAV-Parque Lage integrando seu Programa de Formação Gratuito (2019) e compôs o corpo de arte-educação da instituição por meio do núcleo Escola Cuir da exposição Queermuseu: cartografias da diferença na arte brasileira (2018). Foi curador em Querela – Para Além de Qualquer Princípio (Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica, 2025), projeto que resultou duas publicações, e Antonio Kuschnir – O nosso sol é vermelho (Galeria Macunaíma, 2019). Contemplado pelo Programa Hélio Oiticica (2023), como artista destacam-se suas participações em Calote (Centro de Artes Uff, 2025-26), Índice (Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica, 2025), Refratário (PortoAoPorto, 2024), ATUL (Bhering e Piscina Pública, 2022), O Tempo das Coisas (Centro Cultural dos Correios, 2022) e Como nos movemos, como queremos nos mover? (EAV-Parque Lage, 2019-20).
Saulo Martins, Goiânia, 1994.
Vive e trabalha no Rio de Janeiro. Sua pesquisa se desenvolve a partir da materialidade do tratamento psiquiátrico medicamentoso (caixas, bulas e embalagens) e da imaterialidade do tratamento psicoterapêutico (desejos, traumas, segredos e sonhos). Nesse inventário convivem o luto, vestígios do carnaval, o mistério e diferentes noções de cura. Sua prática busca tensionar a patologização das subjetividades. Bacharel em Artes Visuais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Em 2022, realizou sua primeira exposição individual “mapear os dias, encarar as noites” no SESC São João de Meriti. Participou também da primeira residência de carnaval da Casa da Escada Colorida (2025, RJ) e de exposições coletivas como Coemergências (2024, Paço Imperial, RJ), Poéticas do Agora (2024, CCJF, RJ), Entre a Palavra e a Imagem (2025, Galeria Gustavo Schnoor), Além da Avenida (Parque Glória Maria, 2026), entre outras.
Sema, Rio de Janeiro, 1995.
Doutorande e Mestre em Arte e Cultura Contemporânea pelo PPGArtes UERJ, possui bacharelado em Artes Visuais pela mesma instituição. Pesquisa curadorias que promovam o protagonismo LGBTQIA+ e estratégias de construção de carreira de jovens artistas. Já participou de exposições na Galeria Anita Schwartz, no Paço Imperial, no Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, na Casa França-Brasil, dentre outros. Realizou a curadoria das exposições Coemergências (Paço Imperial) e Entre a Palavra e a Imagem (Galeria Gustavo Schnoor).
Vix Palhano, Rio de Janeiro, 2002.
Artista visual, formada em Escultura pela Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro (EBA/UFRJ). Tem passagem pela Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV), onde participou da residência artística Imersões em Artes Visuais. Por meio de vídeo, escultura, látex, fotografia e processos fantasmagóricos, seu trabalho materializa estados de presença e ausência, investigando a artificialidade, a projeção e a construção de corpos e identidades irreais. Sua prática reflete sobre o biopoder e considera a criação artística como um espaço para repensar e idealizar o eu. Já participou de exposições no Galpão Bela Maré, Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica, Galeria Eixo, Museu da República, Galeria A Gentil Carioca e Atêlie 397
Realização
Escola Livre