
Vozes e Visões Negras reafirma o protagonismo negro entre produtores culturais
O mês de novembro foi marcado por eventos que reafirmaram o protagonismo negro no Centro Cultural Justiça Federal (CCJF). Entre peças teatrais, shows, debates e performances, o cinedebate Vozes e Visões Negras, que aconteceu no dia 7 de Novembro, foi um dos destaques da programação.
Com a proposta de dar visibilidade aos produtores negros, o evento exibiu o filme A Cor do Cinema, um curta-metragem de gênero documental que traz relatos de profissionais negros inseridos no meio audiovisual, um lugar historicamente dominado por pessoas brancas, e aborda um questionamento: onde estão os profissionais negros no cinema?
Já a 2ª exibição foi do filme Brilhante Escondido, outro curta-metragem de gênero documental que conta a história de quatro artistas negros que lutam por visibilidade em um espaço que os marginaliza. Entre altos e baixos, os jovens conectam suas próprias narrativas reivindicando o lugar que é deles por direito.
Após a exibição, aconteceu um debate com mediação de Lorrane Andrade que contou com Pedro Couto, Mica Lopes, Vivi de Andrade e Vio Anchieta como debatedores. O público foi convidado a trocar experiências, que serviram para reforçar o discurso de que o protagonismo negro é pouco valorizado no audiovisual, trazendo reflexões e gerando uma rede de apoio.
O produtor cultural Pedro Couto compartilhou a experiência de participar de um evento tão importante e representativo. “Ter a oportunidade de participar da Mostra Cultural Consciência Negra potencializou um espaço de troca durante a mesa Vozes e Visões Negras, em que pude ver a exibição do filme do qual fiz parte e reverberar meu trabalho como still no curta A Cor do Cinema. Foi uma experiência extremamente significativa”, conta. Para ele, falar sobre o processo do filme foi especialmente memorável. “Saber que outras pessoas, para além das presentes e das envolvidas nas produções dos respectivos filmes, se identificam e enfrentam os mesmos desafios enquanto pessoas negras na produção audiovisual, trouxe um profundo sentimento de identificação. Perceber que esses desafios não são únicos, mas compartilhados tanto pela equipe de A Cor do Cinema, quanto pelos participantes de Brilhante Escolhido, fortaleceu ainda mais a importância dessa escuta e desse espaço”, concluiu.