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Notícia

TRF2 e CCJF promovem exposição e debate sobre a vida e o legado de Lélia Gonzalez no mês internacional da mulher

Publicado em:
04/03/2026
Ilustração gráfica em estilo pop art de uma mulher negra sorrindo, vista de frente, com cabelo curto e crespo e brincos longos. O rosto aparece em tons de rosa e preto, com forte contraste. O fundo é dividido em áreas coloridas — azul, rosa e amarelo. No canto superior esquerdo há um selo circular com texto, e linhas brancas decorativas atravessam a parte inferior da imagem.

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) e o Centro Cultural Justiça Federal (CCJF) realizam, em março, uma ação cultural e educativa dedicada à vida e à obra da intelectual brasileira Lélia Gonzalez. Pioneira na pesquisa acadêmica sobre raça, gênero e classe no Brasil, autora, ativista, professora, filósofa e antropóloga, ela terá sua trajetória acadêmica, política e pessoal apresentada em textos e imagens distribuídos em 18 painéis que compõem a exposição Projeto Memória – Lélia Gonzalez: Caminhos e Reflexões Antirracistas e Antissexistas.

A mostra será exibida entre os dias 6 e 13 deste mês, na Galeria Central do CCJF, localizada no térreo. Para a data de encerramento, está programada, na Sala de Cinema, a apresentação de um documentário com depoimentos de amigos, familiares e pesquisadores, que compartilham memórias pessoais e análises sobre o pensamento e o legado de Lélia Gonzalez. O conteúdo audiovisual foi produzido pela Associação Amigos do Cinema e da Cultura (AACIC), entidade sem fins lucrativos, com apoio da Fundação Banco do Brasil.

Programação especial

Na sequência, será realizada uma mesa de debate com magistrados que contará com a participação do economista Rubens Rufino, filho da homenageada e organizador do projeto “Lélia Gonzalez Vive”. O mediador do diálogo será o juiz federal Carlos Adriano Miranda Bandeira, presidente da Comissão de Equidade Racial e de Gênero da Seção Judiciária do Rio de Janeiro e Cogestor do Pacto Nacional pela Equidade Racial, lançado em 2022 pelo Conselho Nacional de Justiça.

O projeto

A realização do Projeto Memória Lélia Gonzalez no CCJF é desdobramento de uma iniciativa que teve início no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), em Brasília, em novembro de 2025. A programação foi coordenada pela Juíza Federal Mara Lina Silva do Carmo. No Rio de Janeiro, a ação é promovida pela Presidência do TRF2, em parceria com o CCJF e com as Comissões de Equidade Racial e de Gênero do TRF2 e da Seção Judiciária do Rio de Janeiro.

A realização do projeto na capital fluminense amplia seu alcance e fortalece o compromisso institucional da Justiça Federal da 2ª Região com a promoção da equidade racial e de gênero, convidando o público a conhecer e refletir sobre a atualidade do pensamento da intelectual e militante, considerada uma das mais importantes pensadoras brasileiras do século XX.

Lélia Gonzalez

Nascida em Belo Horizonte, Lélia Gonzalez (1935–1994) construiu sua trajetória acadêmica e política principalmente no Rio de Janeiro, onde atuou como docente da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), pesquisadora e ativista. Ao longo de sua vida, desenvolveu reflexões pioneiras sobre racismo, sexismo e cultura brasileira, destacando o papel central das mulheres negras na formação social do país. Entre suas contribuições mais originais está o conceito de Pretuguês, no qual evidencia a profunda influência das línguas e culturas africanas na formação do português falado no Brasil.