
Ritmos Brasileiros no Verão celebra a diversidade musical no CCJF
Entre os meses de janeiro e fevereiro, o Centro Cultural Justiça Federal (CCJF) realiza a segunda edição do Ritmos Brasileiros no Verão, um festival musical gratuito que reúne diversos ritmos do país, valorizando a cultura popular e abrindo espaço para que um público de diferentes idades possa apreciar a pluralidade dos sons apresentados.
A Folia de Reis do Sertão Carioca e os grupos Capirando e EnCanto abriram a programação do festival, no dia 22 de janeiro. O hall de entrada do CCJF foi tomado pela manifestação cultural com cantos tradicionais, instrumentos típicos, bandeiras e o palhaço de folia, que conduziu o cortejo e encantou o público presente. Durante a apresentação das canções Romaria, de Renato Teixeira, e Anunciação, de Alceu Valença, foi possível perceber a emoção dos visitantes, que acompanharam o momento com atenção e sensibilidade. O museólogo e palhaço da Folia de Reis do Sertão Carioca, Sérgio Santos, destacou a alegria em ocupar o CCJF. “A Folia sempre andou na rua e, trazê-la para um espaço público destinado a valorização da cultura, é uma alegria muito grande. Um produto do povo, oferecido ao povo, de graça num espaço popular, é o futuro mais sonhado para mim”, declarou.
No segundo dia de programação, a Orquestra Balogun apresentou um espetáculo caracterizado pela ancestralidade e pela riqueza de timbres, reunindo percussão, sopros, cordas e vozes em um programa dedicado às tradições musicais de matriz africana. O repertório, composto por canções como Jongo Diminuto, de Messias dos Santos, Bananeira Caiu e Foi Agora que Eu Cheguei, ambas de domínio público, fez os visitantes dançarem e se conectarem com sua ancestralidade, que passaram a acompanhar a apresentação com palmas, coreografias, risadas e gritos de “mais uma” ao final de cada música apresentada. O percussionista e diretor artístico, Pedro Lima, compartilhou que o evento foi proveitoso, com um bom público presente, que cantou, dançou e ficou feliz com a apresentação.
A Companhia Musical Rio Pandeiro fez uma apresentação vibrante no terceiro dia de festival, com uma mistura de sambas, cocos, marabaixos, maracatus e outros ritmos do Brasil. O programa passeou por composições autorais e sucessos brasileiros, reforçando a potência do pandeiro como símbolo da identidade musical, promovendo uma conexão direta entre o grupo e os visitantes. O produtor Rafael Barros compartilhou que foi uma alegria imensa participar desse projeto.
Eventos como o Ritmos reafirmam a importância de iniciativas culturais gratuitas que democratizam o acesso à arte e valorizam as expressões populares. Ao reunir manifestações de diferentes matrizes culturais, o festival proporcionou ao público uma experiência plural, capaz de dialogar com memórias afetivas, ancestralidade e identidade, fortalecendo o vínculo entre cultura e cidadania.
E fiquem atentos que, dia 12 de fevereiro, teremos a última apresentação do Festival. Confira na nota ao lado. Aguardamos vocês!