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Peça teatral Cordélia Brasil revela os limites e resistências do cotidiano feminino 

Publicado em:
10/04/2026
Os atores Paula Goja, Antonio Pina e Pedro Pedruzzi em cena da peça “Cordélia Brasil”. No palco, uma mulher senta-se na cama ao centro, enquanto um homem ajoelhado gesticula diante dela e outro observa ao lado, próximo a malas. O cenário é íntimo, com cama, roupas penduradas e objetos pessoais, sob iluminação focada em fundo escuro.
No palco do CCJF, os atores Paula Goja, Antonio Pina e Pedro Pedruzzi trazem reflexões sobre resistência feminina e opressão

Durante o mês de março, o Teatro do Centro Cultural Justiça Federal (CCJF) recebeu o espetáculo Cordélia Brasil, peça teatral que fez parte da programação da Mostra Mulheres em Cena, que teve como objetivo dar destaque ao protagonismo feminino. A obra, dirigida por João Fonseca e estrelada por Paula Goja, Antonio Pina e Pedro Pedruzzi, retornou aos palcos com uma nova proposta, atualizando a linguagem sem perder a força de um texto que continua extremamente atual.

 

A peça acompanha a história de Cordélia, uma mulher que vive em uma quitinete precária, ao lado de um companheiro acomodado. Ao longo da trama, ela tenta sustentar não só a casa, mas também a própria relação, lidando com frustrações, afetos e escolhas difíceis. Com a chegada de um terceiro personagem, essa dinâmica começa a se romper, trazendo à tona tensões, desejos e inquietações que estavam ali, mas ainda não tinham sido encaradas.

 

A atriz Paula Goja dá vida à protagonista com intensidade e sensibilidade, conduzindo a história com naturalidade entre momentos de ironia, cansaço e emoção. O cenário mais fechado e a atmosfera construída em cena ajudam o público, que fica extremamente envolvido, a entrar naquelas situações sufocantes encenadas no palco, fazendo com que cada uma delas se pareça ainda mais próxima e real.

 

Cordélia Brasil oferece mais do que uma boa trama, faz refletir sobre questões que ainda fazem parte da realidade de muitas mulheres. É o tipo de espetáculo que não termina quando as luzes se apagam, mas continua depois, nas reflexões e nas conversas de quem o assistiu. “A experiência no CCJF foi maravilhosa! O espaço é muito acolhedor e a peça cresceu muito! Fizemos venda de ingressos e formação de plateia. A plateia foi muito receptiva durante toda a temporada”, declarou, entusiasmada, Paula.