
Orquestra Mil Tons celebra o legado do Clube da Esquina em noite de casa cheia no CCJF
Na noite do dia 28 de maio, o Centro Cultural Justiça Federal (CCJF) recebeu a Orquestra Mil Tons para um concerto especial em homenagem ao Clube da Esquina. Com casa cheia e um público muito animado, a apresentação transformou o espaço em um grande encontro de celebração da música brasileira, reunindo canções marcantes e muita emoção.
O concerto contou com a participação especial do saxofonista Nivaldo Ornelas e com a presença do compositor e violonista Toninho Horta, um dos nomes fundamentais do Clube da Esquina. A presença do musicista fez da noite ainda mais significativa para músicos e público, reforçando a importância do legado artístico homenageado. Ao longo da apresentação, a orquestra interpretou clássicos como Tudo Que Você Podia Ser, Cais, O Trem Azul e Nada Será Como Antes.
A produtora da orquestra, Clarice Pessoa, compartilhou que a troca com a plateia aconteceu de forma leve e espontânea. Para ela, quem esteve lá vivenciou momentos especiais, como quando Nivaldo Ornelas contou a história que inspirou a composição autoral Nascimento do Milton. Segundo o saxofonista, Milton Nascimento era conhecido apenas como “Bituca” até ser anunciado em um show pelo nome que se tornaria conhecido nacionalmente. Surpreso ao ouvir “Milton Nascimento”, nome que ainda não conhecia, Nivaldo transformou esse momento em música. “Foi como se o Milton tivesse nascido ali para mim”, explicou, justificando o título da composição.
Idealizada pelo regente Alexandre Viana Lopes Júnior, conhecido como “Xandão Viana”, a Orquestra Mil Tons foi criada em 2022 na UniRio como uma homenagem à obra de Milton Nascimento. Formado inicialmente por estudantes da instituição, o grupo cresceu e passou a reunir músicos de diferentes trajetórias, consolidando-se como uma referência na interpretação orquestral do repertório ligado ao artista mineiro.
Ao falar sobre o concerto, o compositor Toninho Horta, destacou que foi uma apresentação com muita diversidade artística e musical. Ele ressaltou a felicidade em ver cantores tão afinados, além de destacar a importância de prestigiar novos artistas. Para ele, “mais do que um show, a apresentação foi uma celebração da amizade, da criatividade e da força musical que marcaram o movimento Clube da Esquina".
Mónica Baña, intérprete de conferências e espectadora do evento, relatou a alegria em conhecer a orquestra. “Fiquei encantada com o talento musical, a leveza e a alegria envolvidos no projeto. É muito interessante perceber também o processo coletivo da criação, com boa parte dos músicos trazendo arranjos próprios para o belíssimo repertório, além de um grupo variado de vozes”, disse. Segundo ela, o carisma e simpatia do jovem maestro foram uma atração à parte. “Conquistaram o público, que cantou e se emocionou e ainda teve a presença poética de Toninho Horta na plateia. É o tipo de espetáculo que vale a pena ver de novo”, declarou.
Para quem não conseguiu apreciar esse concerto, uma nova oportunidade vem aí! No dia 26 de agosto, a Orquestra Mil Tons volta ao CCJF com mais um show em homenagem ao Clube da Esquina. Venha prestigiar!