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Oficina explora as relações entre texto, voz e corpo, mostrando como a expressividade pode ampliar a comunicação com o público 

Publicado em:
13/10/2026
Grupo de pessoas participa de uma atividade em círculo em uma sala com piso de madeira e paredes revestidas de painéis geométricos. Ao fundo, quatro pessoas estão em pé diante de uma tela de projeção, enquanto outras participantes, de diferentes idades, formam o círculo. Elas vestem roupas casuais e parecem interagir durante uma dinâmica coletiva.

Ler um texto em voz alta é mais do que pronunciar palavras. É transmitir intenções, despertar emoções e estabelecer uma conexão com quem escuta. Essa foi a proposta da oficina A Voz do Texto: Treinamento de Leitura e Comunicação Expressiva para Escritores, conduzida por Tati Vidal no dia 26 de setembro, na Sala de Leitura do Centro Cultural Justiça Federal (CCJF).

Ao longo das quatro horas da oficina, os participantes experimentaram diferentes recursos de comunicação expressiva, por meio de exercícios de consciência vocal, respiração, ritmo, intenção, emoção e jogos teatrais. As atividades exploraram a relação entre texto, voz e corpo, estimulando novas possibilidades de interpretação e apresentação oral.

Segundo Tati Vidal, professora, cantora, escritora e pesquisadora da expressividade vocal, a participação e a disponibilidade da turma foram fundamentais para o desenvolvimento das atividades. “Foi muito bonito perceber como, ao longo do encontro, a leitura foi deixando de ser apenas a reprodução de um texto para se transformar em presença, intenção e comunicação”, relata.

A oficina também propôs uma reflexão sobre o papel de quem lê diante de um público. Mais do que dominar técnicas vocais, comunicar um texto envolve compreender seu significado, fazer escolhas expressivas e considerar a experiência de quem ouve. “A proposta era justamente ampliar a percepção de que comunicar um texto não significa apenas lê-lo bem: significa compreender o que se quer dizer, fazer escolhas e construir uma experiência para quem escuta”, explica a facilitadora.

Para ela, a realização da oficina no CCJF teve um significado especial pela oportunidade de compartilhar seu trabalho em um espaço dedicado ao encontro entre diferentes manifestações artísticas e à formação cultural. “Espaços como o CCJF cumprem um papel fundamental ao aproximar artistas, pesquisadores, educadores e público, criando oportunidades de encontro e de formação que ampliam o acesso à cultura e ao conhecimento”, destaca.

A experiência reforçou ainda uma ideia central em seu trabalho: a voz não é apenas um instrumento de transmissão de palavras, mas uma forma de expressão que influencia a maneira como nos relacionamos com os outros e nos posicionamos no mundo.