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O Último Dia destaca a força do teatro no debate sobre violência contra a mulher  

Publicado em:
11/05/2026
Em um palco escuro iluminado por luz vermelha intensa, quatro pessoas compõem uma cena teatral. No centro, uma mulher deitada sobre uma mesa ou maca usa vestido claro e mantém os olhos fechados. Atrás dela, um homem vestido de preto encara o público com expressão séria. Nas laterais, duas mulheres em pé observam a cena de cabeça baixa. O ambiente é minimalista, sombrio e dramático.
No palco do CCJF, os atores encenam a peça O Último Dia, um olhar sensível sobre relacionamentos abusivos e a violência doméstica. Crédito da foto: Lorena Zschaber 

No mês de abril, o espetáculo teatral O Último Dia ocupou os palcos do Centro Cultural Justiça Federal (CCJF) propondo um olhar sensível e necessário sobre os relacionamentos abusivos e a violência doméstica. Dirigida por Paulo Reis, a peça foi inspirada no livro homônimo de Mariana Reade e Wagner Cinelli.

 

O enredo conta a história de Luana, uma mulher comum que, aos poucos, se vê presa em uma relação marcada pelo controle, pelo medo e pelo silêncio. Em cena, os conflitos aparecem de uma maneira próxima da realidade, apresentando ao público experiências que, infelizmente, fazem parte da vida de muitas mulheres. Com atuações de Tainá Senna, Eduardo Hoffmann, Ana Carbatti e Julia Tupinambá, o espetáculo aposta em interpretações intensas e emocionantes.

 

A cada sessão, o espetáculo conseguia criar uma forte conexão com o público. Durante a temporada no CCJF, crescia o interesse pela peça e pelas discussões que ela levantava. As rodas de conversa realizadas após algumas apresentações ampliaram ainda mais essa troca, transformando o teatro em um espaço de escuta, diálogo e acolhimento. Entre os convidados estavam nomes como Anielle Franco e Martha Rocha, fortalecendo os debates sobre violência contra a mulher e direitos sociais.

 

Mais do que contar uma história, O Último Dia constrói uma reflexão sobre situações que fazem parte da realidade de milhares de mulheres. Ao levar esse tema para o palco de um espaço historicamente ligado à justiça e à cidadania, o espetáculo reforça a potência da arte como ferramenta de conscientização e transformação social.

 

O coordenador de Comunicação, Guilherme Nanni, contou o quão emocionante e importante foi essa temporada no Centro Cultural. “Saio dessa experiência muito emocionado e grato. Mais do que os números e a excelente adesão do público, fica a sensação de que conseguimos construir algo verdadeiro, que tocou as pessoas e gerou encontros importantes através da arte”, declarou Guilherme.