
Notas e Curiosidades
O Instituto Interamericano de Fomento à Educação, Cultura e Ciência (IFEC), realizou, no dia 6 de novembro, na Assembleia Estadual do Rio de Janeiro (Alerj), uma homenagem especial a personalidades e destaques na área da educação e da cultura.
O diretor-geral e desembargador do Tribunal Federal da 2ª Região (TRF2), Dr. Theophilo Miguel, foi um dos nomes consagrados com a Medalha IFEC de Cidadania 2025, que destaca e rende honras a profissionais e instituições que, com a união de saberes e valores, possuem o compromisso comum de melhorar a sociedade.
Na abertura do evento, o Prof. Dr. Raymundo Stelling, fundador do IFEC, destacou que, somados, o conhecimento e a vontade de atuar resultam em projetos e ações que mantém vivo um ponto fundamental para o IFEC: o civismo. "Cremos que temos que trabalhar e promover os valores que nos são comuns, como povo, como nação, sobretudo uma nação que possui uma diversidade tão grande e essa diversidade, justamente, é o que talvez nos faz mais fortes. O importante é não caber em muros, mas sempre ser pontes que construam", disse.
Ao conceder as medalhas, o professor ressaltou sobre a importância do senso de humanidade. "Somos humanos, temos um compromisso com a vida, podemos ceder um pouco de nós a favor do outro. Nessa altura, consideramos então a Medalha IFEC de Cidadania, como a mais alta outorga social da Instituição", declarou.
Segundo ele, o objetivo da honraria é reconhecer publicamente profissionais e instituições das mais diversas áreas que colaboram com os seus exemplos de vida, suas trajetórias e conquistas. "São exemplos (os homenageados) vitoriosos e dignos conquistados através do trabalho e da crença dos valores humanos. Humanismo, tolerância, respeito à democracia, enfim, valores que nos tornam dignos de sermos chamados de seres humanos."
Em novembro, o Centro Cultural Justiça Federal (CCJF) realiza a Mostra Cultural Consciência Negra 2025, iniciativa que propõe um mergulho nas múltiplas dimensões da experiência negra no Brasil, destacando e valorizando sua produção artística e cultural. O espaço da Justiça Federal, historicamente associado ao poder jurídico e às estruturas de normatização social, transforma-se em palco de escuta, reconhecimento e celebração da ancestralidade afro-brasileira.
A iniciativa promove reflexões sobre arte, Judiciário e cultura, ao ressignificar o CCJF não apenas como símbolo de poder institucional, mas também como território do povo: aberto à diversidade, à crítica e à escuta.
A mostra afirma a potência da população negra e instaura novas arenas de debate, em que resistência, memória e futuro se entrelaçam em movimento. Com exposições, debates, performances e exibições audiovisuais, o evento se estabelece como um território de memória e de futuro, em que a herança africana se expressa em múltiplas linguagens: música, teatro, cinema, literatura e artes visuais.
O conceito parte da ideia de que a Consciência Negra não se limita a uma data, mas constitui um processo contínuo de afirmação e transformação social.
Confira no site a programação completa da mostra e participe!
Você conhece o Centro de Memória Institucional do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2)?
Ele fica dentro do Centro Cultural Justiça Federal (CCJF), ao lado da Sala de Sessões, e já abrigou a Sala do Presidente do STF. Essa sala possuía uma “passagem secreta”, ou seja, uma entrada exterior que permitia que o presidente a acessasse de forma reservada. Contudo, a entrada foi desativada e acabou perdendo a possibilidade de restauração. Assim, anos depois, foi transformada em um local emblemático: o Centro de Memória Institucional do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2). Lá, contamos com o vitral da memorável Marianne, uma representação simbólica dos ideais pelos quais a República Francesa lutava. A imagem se destaca por usar um gorro vermelho e, logo abaixo dela, aparecem os símbolos da Justiça: a espada, a balança e um pergaminho com pena, que representam as leis. Mais acima, está o Brasão da República. A figura é cercada por ramos de café e tabaco, símbolos das principais riquezas do Brasil na época. Além disso, a sala possui registros importantes que fazem parte da história do TRF2. Vale a pena a visita!