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Notas e Curiosidades

Publicado em:
10/11/2025
Dois homens brancos, de terno, sorriem para as câmeras com um certificado em mãos. Do lado direito, a bandeira do Brasil; no lado esquerdo, um cartaz com uma imagem semelhante a uma rosácea, cinza.
Diretor-geral do CCJF recebe, na Alerj, Medalha IFEC de Cidadania 2025

O Instituto Interamericano de Fomento à Educação, Cultura e Ciência (IFEC), realizou, no dia 6 de novembro, na Assembleia Estadual do Rio de Janeiro (Alerj), uma homenagem especial a personalidades e destaques na área da educação e da cultura.

O diretor-geral e desembargador do Tribunal Federal da 2ª Região (TRF2), Dr. Theophilo Miguel, foi um dos nomes consagrados com a Medalha IFEC de Cidadania 2025, que destaca e rende honras a profissionais e instituições que, com a união de saberes e valores, possuem o compromisso comum de melhorar a sociedade. 

Na abertura do evento, o Prof. Dr. Raymundo Stelling, fundador do IFEC, destacou que, somados, o conhecimento e a vontade de atuar resultam em projetos e ações que mantém vivo um ponto fundamental para o IFEC: o civismo. "Cremos que temos que trabalhar e promover os valores que nos são comuns, como povo, como nação, sobretudo uma nação que possui uma diversidade tão grande e essa diversidade, justamente, é o que talvez nos faz mais fortes. O importante é não caber em muros, mas sempre ser pontes que construam", disse. 

Ao conceder as medalhas, o professor ressaltou sobre a importância do senso de humanidade. "Somos humanos, temos um compromisso com a vida, podemos ceder um pouco de nós a favor do outro. Nessa altura, consideramos então a Medalha IFEC de Cidadania, como a mais alta outorga social da Instituição", declarou.

Segundo ele, o objetivo da honraria é reconhecer publicamente profissionais e instituições das mais diversas áreas que colaboram com os seus exemplos de vida, suas trajetórias e conquistas. "São exemplos (os homenageados) vitoriosos e dignos conquistados através do trabalho e da crença dos valores humanos. Humanismo, tolerância, respeito à democracia, enfim, valores que nos tornam dignos de sermos chamados de seres humanos."

Na imagem, parece sair um punho cerrado marrom (com raízes) da terra. O fundo é esverdeado.
Mostra Cultural Consciência Negra transforma CCJF em palco de escuta e celebração da ancestralidade afro-brasileira

Em novembro, o Centro Cultural Justiça Federal (CCJF) realiza a Mostra Cultural Consciência Negra 2025, iniciativa que propõe um mergulho nas múltiplas dimensões da experiência negra no Brasil, destacando e valorizando sua produção artística e cultural. O espaço da Justiça Federal, historicamente associado ao poder jurídico e às estruturas de normatização social, transforma-se em palco de escuta, reconhecimento e celebração da ancestralidade afro-brasileira.

A iniciativa promove reflexões sobre arte, Judiciário e cultura, ao ressignificar o CCJF não apenas como símbolo de poder institucional, mas também como território do povo: aberto à diversidade, à crítica e à escuta. 

A mostra afirma a potência da população negra e instaura novas arenas de debate, em que resistência, memória e futuro se entrelaçam em movimento. Com exposições, debates, performances e exibições audiovisuais, o evento se estabelece como um território de memória e de futuro, em que a herança africana se expressa em múltiplas linguagens: música, teatro, cinema, literatura e artes visuais.

O conceito parte da ideia de que a Consciência Negra não se limita a uma data, mas constitui um processo contínuo de afirmação e transformação social.

Confira no site a programação completa da mostra e participe!

Fotografia do Centro de Memória Institucional do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), localizado dentro do Centro Cultural Justiça Federal (CCJF). No centro do espaço, painéis expositivos apresentam informações sobre a história da Justiça Federal e de sua sede. Ao fundo, um vitral colorido com a imagem de uma mulher em perfil ilumina o ambiente, refletindo luzes multicoloridas sobre o assoalho de madeira clara com detalhes geométricos.
Curiosidades do CCJF: você sabia?

Você conhece o Centro de Memória Institucional do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2)?

Ele fica dentro do Centro Cultural Justiça Federal (CCJF), ao lado da Sala de Sessões, e já abrigou a Sala do Presidente do STF. Essa sala possuía uma “passagem secreta”, ou seja, uma entrada exterior que permitia que o presidente a acessasse de forma reservada. Contudo, a entrada foi desativada e acabou perdendo a possibilidade de restauração. Assim, anos depois, foi transformada em um local emblemático: o Centro de Memória Institucional do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2). Lá, contamos com o vitral da memorável Marianne, uma representação simbólica dos ideais pelos quais a República Francesa lutava. A imagem se destaca por usar um gorro vermelho e, logo abaixo dela, aparecem os símbolos da Justiça: a espada, a balança e um pergaminho com pena, que representam as leis. Mais acima, está o Brasão da República. A figura é cercada por ramos de café e tabaco, símbolos das principais riquezas do Brasil na época. Além disso, a sala possui registros importantes que fazem parte da história do TRF2. Vale a pena a visita!