
Notas e Curiosidades
No jubileu de prata, o Centro Cultural Justiça Federal (CCJF) segue homenageando personalidades e autoridades que prestam serviços relevantes à sociedade. No dia 28 de agosto, em duas cerimônias na Sala de Sessões, o CCJF reconheceu, por meio de honras e certificado de mérito cultural, a dedicação e o esforço de nomes que têm atuado em prol do social e da cultura carioca.
No início da tarde, a equipe do CCJF recebeu os homenageados: Andréa de Fátima da Paz Pereira Barcala, capitã de Longo Curso da Marinha Mercante Brasileira, gestora cultural e presidente fundadora do Instituto Cultural Marinha Mercante — IC, Sérgio Carpi, representando Celina Borges Torrealba, cineasta e produtora brasileira, Katia Hakim Chalita, educadora, escritora, vice-presidente Executiva e membro da Academia Líbano-Brasileira de Letras, Artes e Ciências e Sérgio Costa e Silva, criador do projeto Música no Museu, Patrimônio Cultural Imaterial do estado e da cidade do Rio de Janeiro. Também estiveram presentes familiares, amigos e autoridades dos homenageados que, emocionados, agradeceram a honraria.
Para o desembargador federal Theophilo Miguel Filho, diretor-geral do CCJF, "os homenageados não apenas prestigiam o Centro Cultural com suas honrosas presenças, mas trazem a própria alma para dentro dessas paredes históricas, permitindo que o Centro Cultural continue a cumprir a sua missão de ser um farol de conhecimento e arte para a sociedade."
No final da tarde, em uma segunda cerimônia, foi a vez de Regis Ayrton Lermen, coronel do Exército Brasileiro e presidente da ABRAMMIL - Associação Brasileira de Medalhística Militar e Rodrigo Mendes Medina de Figueiredo, coronel dentista do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) e superintendente de Operações Aéreas da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — responsável pelo transporte de órgãos para transplantes e crianças em estado grave —, receberem honrarias do CCJF. “Cultura representa manifestação ideológica, artística e profissional de pessoas que se destacam em nossa sociedade (...) Reconhecemos que a preservação da identidade de uma nação não se faz apenas por intermédio de pedras e cal, mas do compromisso de cidadãos que dedicam suas trajetórias pessoais, profissionais, ora reconhecidas, à valorização do conhecimento, da trajetória e do serviço ao próximo”, frisou Dr. Theophilo Miguel.
Ao agradecer a honraria recebida pelo CCJF, Lermen e Figueiredo ressaltaram que iniciativas como essa reforçam e incentivam a continuidade do bom trabalho que nunca é realizado apenas por um profissional, mas sim por equipes extremamente dedicadas.
Em setembro, o projeto Cinelândia - Cinema na Rua leva para a Pedro Lessa mais uma sessão de filme. Dessa vez, aproveitando a realização do Rock in Rio, a curadoria selecionou o longa-metragem Aumenta que é Rock in Roll para o cinema a céu aberto terça-feira, dia 22, às 18h30.
O filme conta a história de Luiz Antônio (Johnny Massaro), um radialista atrapalhado que de repente se vê no comando de uma estação de rádio falida e caindo aos pedaços. Contando apenas com a sua paixão pelo rock'n'roll e uma equipe comprometida, ele cria a Rádio Fluminense FM, a "Maldita", uma das mais emblemáticas na história do rock brasileiro.
A transmissão faz história e conquista milhares de ouvintes ao longo dos anos. Entre solos de guitarra e interferências no sinal, acompanhamos as aventuras e desventuras de Luiz, que ainda por cima se apaixona por Alice (Marina Provenzzano), uma locutora casada.
É só chegar, vem conferir!
O evento será adiado em caso de chuva.
A exposição Coleção Ingá: Brasil plural, que fica no CCJF até 27 de setembro, foi concebida para ampliar o acesso à cultura e proporcionar uma experiência acolhedora para todos os públicos.
Como parte da parceria entre o Centro Cultural Justiça Federal e a FUNARJ, são oferecidas visitas mediadas — que podem ser agendadas aqui.
Durante a visita, os participantes são convidados a explorar os conteúdos da exposição de forma interativa, em um ambiente que valoriza o diálogo, a troca de experiências e o direito de todos ao patrimônio cultural.
Agende sua visita e venha conhecer a mostra de uma forma mais rica!
Mais de um século aos nossos pés
Quantas vezes você já subiu as escadas do Centro Cultural Justiça Federal (CCJF) sem parar para observar onde está pisando?
Entre a entrada do prédio e os espaços que hoje recebem exposições, apresentações e outros diversos espetáculos, existe um elemento que acompanha a história do Centro Cultural há mais de um século: a escadaria principal.
Desde 1909, os mesmos degraus fazem parte da arquitetura do edifício. Produzidas com mármore Carrara — é uma pedra natural nobre e clássica, de fundo branco ou cinza-azulado com veios suaves —, vindo da Europa, e ferro fundido, as escadas preservam características de uma época em que os detalhes arquitetônicos também eram pensados para dar imponência a uma construção.
Conhecido por sua beleza e durabilidade, o mármore compõe os degraus, enquanto o ferro fundido aparece na estrutura e nos detalhes da escada de estilo eclético. Juntos, os materiais ajudam a preservar parte das características originais do prédio e revelam um pouco dos cuidados presentes em sua construção.
Além de ser uma das opções que ligam um andar e outro, as escadas são testemunhas silenciosas das transformações pelas quais o edifício passou ao longo dos anos. Por ali, circularam diferentes gerações de visitantes, funcionários e artistas. Pessoas que chegam para trabalhar, conhecer uma exposição, assistir a uma apresentação ou simplesmente desbravar esse lindo espaço.
São mais de 100 anos de história concentrada nos degraus. O mármore e o ferro que fazem parte de sua estrutura continuam presentes no cotidiano do CCJF, evidenciando que preservar um patrimônio significa cuidar dos detalhes que passam despercebidos pela maioria das pessoas. Por isso, quando passar pela escadaria do CCJF, talvez valha a pena diminuir o passo e separar um tempinho para admirar essa beleza histórica e arquitetônica.