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No CCJF, oficina de investigação criativa reúne participantes em um dia de experimentação, troca de experiências e fortalecimento da escrita autoral

Publicado em:
10/07/2026
Participantes da oficina de investigação criativa sentam-se em círculo no chão da biblioteca do Centro Cultural Justiça Federal. No centro da roda, diversos livros estão espalhados sobre o piso de madeira, formando um espaço de leitura e compartilhamento. Ao fundo, estantes repletas de livros e a luz natural que entra pela janela criam um ambiente acolhedor de escuta, reflexão e criação.

Transformar uma ideia explorando a escrita como ferramenta de expressão artística e de investigação pessoal foi o ponto de partida da oficina Escuta, desejo e escrita: práticas de investigação criativa com a palavra, realizada no Centro Cultural Justiça Federal (CCJF) no último dia 26, na Sala de Leitura. Ao longo de um dia de atividades, participantes com diferentes experiências e interesses mergulharam em exercícios de criação, reflexão e experimentação, explorando a escrita como ferramenta de expressão artística e investigação pessoal.

Pessoas interessadas em desenvolver um projeto literário, aprofundar uma pesquisa artística ou simplesmente se aproximar da escrita encontraram na oficina um percurso de escuta, prática e troca de experiências voltado ao fortalecimento da linguagem, da identidade autoral e da materialidade de diferentes projetos.

Para as facilitadoras, Isabelle Siqueira, poeta, pesquisadora e professora de processos criativos e Roberta Malta, escritora, artista-pesquisadora e professora de escrita,  a realização da atividade no CCJF foi fundamental para ampliar o acesso do público à atividade. Além de reunir participantes de diferentes regiões do Rio de Janeiro, a oficina recebeu uma pessoa  vinda de  São Paulo exclusivamente para participar do encontro, que retornou à sua cidade no mesmo dia. Segundo elas,  a diversidade do grupo contribuiu para enriquecer as trocas e reafirmou o papel do Centro Cultural como espaço de democratização do acesso à formação artística.

Ao final da oficina, os participantes compartilharam impressões sobre a experiência vivida, demonstrando como a proposta despertou confiança, ampliou repertórios criativos e fortaleceu o desejo de escrever. Entre os relatos, Maria de Lourdes destacou: "(Enxergo) a possibilidade real de me sentir uma escritora". Já Michelle disse que  percebeu que já há uma escrita em curso e que precisa criar espaço para   dar um lugar para ela. Martha resumiu sua experiência em poucas palavras: "Liberdade. Saio mais livre para escrever."

Ao resumirem a experiência em uma palavra, os participantes escolheram termos como inspiração, acolhimento, crescimento, motivação, escuta, foco, incentivo e renovação, refletindo o ambiente de criação compartilhada construído ao longo do encontro. Mais do que ensinar uma técnica, a oficina ofereceu tempo, atenção e interlocução para que cada participante saísse com seu processo criativo mais vivo, nomeado e direcionado a passos futuros.

Foto: Manuela Guedes @manug_18