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Notícia

No CCJF, abertura da exposição Cinelocus valoriza a importância da arte no Centro do Rio de Janeiro

Publicado em:
23/03/2025
A imagem mostra a entrada de uma exposição chamada "Cinelocus" do artista José Damasceno. À esquerda, há um grande painel vermelho com o nome da exposição e do artista em letras brancas. Ao centro, uma porta aberta revela um espaço iluminado e minimalista, onde se vê uma cadeira preta e um pequeno círculo vermelho na parede branca. O chão é de madeira brilhante, refletindo os objetos. O ambiente sugere um cenário artístico e conceitual.

No último sábado, dia 22 de março, as galerias do 1º andar e a Sala de Sessões do Centro Cultural Justiça Federal (CCJF) ganharam contornos, cores, texturas, sons e luzes com a exposição Cinelocus. As obras de José Damasceno, artista visual brasileiro que expõe há anos dentro e fora do país, convidam o público a uma experiência cinemática imaginária que explora o espaço-tempo. Por meio de desenhos, esculturas, vídeo, instalações e gravuras, como a obra “O Grito comics”, em que a imagem de um gigantesco primata, iluminado por uma luz quente, parece estar emitindo um estridente som, Damasceno brinca com a relação entre realidade e o imaginário, mesclando-as de uma forma inusitada. Segundo ele, essa mistura entre objeto e ideia o acompanha desde sempre, confundindo-se mutuamente.

Na abertura da mostra, o artista ressaltou a razão que o incentivou a reunir esses trabalhos: a importância das obras estarem na Cinelândia, centro histórico e nevrálgico da cidade do Rio de Janeiro. “Reuni todos os trabalhos que me acompanham nesta exposição com o incentivo de tê-los em conjunto mas, sobretudo, considerando a importância deles estarem na Cinelândia. Esse é o destaque. Estar celebrando a minha, a nossa cidade, o nosso circuito, nosso entorno. Isso para mim é especial”, disse ao pontuar que, apesar de ter exposto em vários lugares durante a carreira, inclusive fora do Brasil, a vontade é estar “aqui e agora”. “Aqui é o lugar. Acho importante valorizar o nosso entorno, todo o nosso substrato cultural. É uma questão de cuidar”, completou.

A abertura de Cinelocus ainda contou com a participação especial de Fausto Fawcett, compositor e escritor, expoente do rap rock e da literatura cyberpunk no Brasil que, entre outros trabalhos, ficou conhecido pela música "Kátia Flávia, a Godiva do Irajá" (1987) e "Rio 40 Graus", gravada por Fernanda Abreu, em 1992. O público lotou a Sala de Sessões para assistir à performance músico-poética Cine Funk Locus 50 graus de Fawcett que trouxe “cinco funks rap-sodias” sobre a atualidade incendiária do mundo contemporâneo.

A exposição fica no CCJF até o dia 8 de junho, de terça a domingo, das 11h às 19h, e é gratuita.