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Literatura e arteterapia se encontram em oficina sobre contos de fadas brasileiros no CCJF

Publicado em:
10/02/2026
A imagem mostra um grupo de mulheres reunidas em uma atividade artística coletiva, sentadas no chão ao redor de um grande tecido que serve de apoio para os materiais. Papéis coloridos, tintas, lápis, pincéis e linhas estão espalhados, compondo um ambiente de criação e troca. O espaço interno, com piso de madeira e mesas ao fundo, reforça o caráter acolhedor e formativo da oficina, marcada pela interação e pela expressão criativa.

No sábado, 6 de dezembro, o Centro Cultural Justiça Federal realizou, na Sala de Leitura, a oficina Contos de Fada(s) Brasileiros: eles existem?, uma atividade voltada ao público adulto que integrou literatura e arteterapia. Conduzido por Ana Cristina Marques Sabioni e Eliz Brito, o encontro teve como proposta apresentar e vivenciar os contos de fadas brasileiros a partir de dinâmicas teóricas e práticas, estimulando a reflexão sobre identidade cultural, simbolismo e auto expressão por meio da arte, em um ambiente de acolhimento e troca coletiva. Desde a chegada ao espaço, os participantes encontraram um ambiente cuidadosamente preparado, com muita organização, sensibilidade e atenção aos detalhes. A disposição da sala, os materiais artísticos e a recepção afetuosa criaram um clima de confiança, que entraram em harmonia com a proposta da oficina. A atmosfera acolhedora contribuiu para que todos se sentissem confortáveis e seguros para participar ativamente das atividades propostas, em um espaço livre de julgamentos.

A primeira parte da oficina foi dedicada à apresentação teórica, na qual as facilitadoras apresentaram a trajetória dos contos de fadas no Brasil, suas origens e transformações, além de discutirem seus significados simbólicos. A reflexão sobre o papel dessas narrativas na cultura brasileira tinha como objetivo ampliar o olhar dos participantes sobre a literatura como linguagem viva, capaz de se relacionar com aspectos psicológicos, históricos e sociais. Na etapa prática, o encontro se aprofundou na experiência sensível dos contos. A partir da escuta de uma narrativa brasileira, os participantes foram convidados a expressar, por meio de diferentes linguagens artísticas, sensações e reflexões despertadas pela história. Desenhos, colagens, textos e outras formas de criação mostraram que o ambiente seguro estabelecido desde o início favoreceu uma participação profunda, em que cada pessoa pôde trazer elementos de sua própria vivência para o processo criativo.

Para a escritora e facilitadora Eliz Brito, a experiência no CCJF vai além da realização pontual de uma oficina. “Minhas passagens pelo Centro Cultural Justiça Federal transcenderam a mera realização de um evento. Encontrei um ambiente pulsante de profissionalismo e acolhimento, sustentado por uma equipe atenta e generosa. A solicitude da Zoraya e de toda a equipe de funcionários transformou a logística em uma experiência fluida. Da mesma forma, a equipe de marketing merece aplausos não apenas pela eficiência técnica em entregar o material com antecedência, mas pela sensibilidade e boa vontade em fazer a nossa mensagem chegar ao público. Disponibilizar um espaço tão nobre para a difusão da literatura é um ato de resistência e de construção social, fundamental para a formação de leitores e para o fortalecimento da cultura. Minha mais profunda gratidão por fortalecerem a cultura. Muito obrigada!”, afirmou Eliz.

Integrante da programação do Rio Capital Mundial do Livro, a oficina reforçou o papel do Centro Cultural Justiça Federal como um espaço estratégico para a promoção da literatura e da diversidade cultural. Ao organizar reflexão teórica e prática artística, a atividade democratizou o acesso do público a terem experiências que estimulam o diálogo, a escuta e a expressão criativa, contribuindo para a formação de leitores e para o fortalecimento da cena literária atual. O encontro mostrou que iniciativas culturais bem planejadas podem unir aprendizagem e criação, tornando cada participante protagonista do próprio processo de descoberta e apreciação literária.

Disponibilizando um espaço de relevância histórica e simbólica para a difusão da literatura, o CCJF reafirma seu compromisso com a cultura como ferramenta de transformação social. Iniciativas como essa demonstram como ações culturais bem estruturadas não apenas promovem o acesso à arte, mas também educam o olhar, formam público e mantêm viva a circulação da palavra escrita, o que é essencial para a construção de uma sociedade mais sensível, crítica e plural.