
Literatura e arteterapia se encontram em oficina sobre contos de fadas brasileiros no CCJF
No sábado, 6 de dezembro, o Centro Cultural Justiça Federal realizou, na Sala de Leitura, a oficina Contos de Fada(s) Brasileiros: eles existem?, uma atividade voltada ao público adulto que integrou literatura e arteterapia. Conduzido por Ana Cristina Marques Sabioni e Eliz Brito, o encontro teve como proposta apresentar e vivenciar os contos de fadas brasileiros a partir de dinâmicas teóricas e práticas, estimulando a reflexão sobre identidade cultural, simbolismo e auto expressão por meio da arte, em um ambiente de acolhimento e troca coletiva. Desde a chegada ao espaço, os participantes encontraram um ambiente cuidadosamente preparado, com muita organização, sensibilidade e atenção aos detalhes. A disposição da sala, os materiais artísticos e a recepção afetuosa criaram um clima de confiança, que entraram em harmonia com a proposta da oficina. A atmosfera acolhedora contribuiu para que todos se sentissem confortáveis e seguros para participar ativamente das atividades propostas, em um espaço livre de julgamentos.
A primeira parte da oficina foi dedicada à apresentação teórica, na qual as facilitadoras apresentaram a trajetória dos contos de fadas no Brasil, suas origens e transformações, além de discutirem seus significados simbólicos. A reflexão sobre o papel dessas narrativas na cultura brasileira tinha como objetivo ampliar o olhar dos participantes sobre a literatura como linguagem viva, capaz de se relacionar com aspectos psicológicos, históricos e sociais. Na etapa prática, o encontro se aprofundou na experiência sensível dos contos. A partir da escuta de uma narrativa brasileira, os participantes foram convidados a expressar, por meio de diferentes linguagens artísticas, sensações e reflexões despertadas pela história. Desenhos, colagens, textos e outras formas de criação mostraram que o ambiente seguro estabelecido desde o início favoreceu uma participação profunda, em que cada pessoa pôde trazer elementos de sua própria vivência para o processo criativo.
Para a escritora e facilitadora Eliz Brito, a experiência no CCJF vai além da realização pontual de uma oficina. “Minhas passagens pelo Centro Cultural Justiça Federal transcenderam a mera realização de um evento. Encontrei um ambiente pulsante de profissionalismo e acolhimento, sustentado por uma equipe atenta e generosa. A solicitude da Zoraya e de toda a equipe de funcionários transformou a logística em uma experiência fluida. Da mesma forma, a equipe de marketing merece aplausos não apenas pela eficiência técnica em entregar o material com antecedência, mas pela sensibilidade e boa vontade em fazer a nossa mensagem chegar ao público. Disponibilizar um espaço tão nobre para a difusão da literatura é um ato de resistência e de construção social, fundamental para a formação de leitores e para o fortalecimento da cultura. Minha mais profunda gratidão por fortalecerem a cultura. Muito obrigada!”, afirmou Eliz.
Integrante da programação do Rio Capital Mundial do Livro, a oficina reforçou o papel do Centro Cultural Justiça Federal como um espaço estratégico para a promoção da literatura e da diversidade cultural. Ao organizar reflexão teórica e prática artística, a atividade democratizou o acesso do público a terem experiências que estimulam o diálogo, a escuta e a expressão criativa, contribuindo para a formação de leitores e para o fortalecimento da cena literária atual. O encontro mostrou que iniciativas culturais bem planejadas podem unir aprendizagem e criação, tornando cada participante protagonista do próprio processo de descoberta e apreciação literária.
Disponibilizando um espaço de relevância histórica e simbólica para a difusão da literatura, o CCJF reafirma seu compromisso com a cultura como ferramenta de transformação social. Iniciativas como essa demonstram como ações culturais bem estruturadas não apenas promovem o acesso à arte, mas também educam o olhar, formam público e mantêm viva a circulação da palavra escrita, o que é essencial para a construção de uma sociedade mais sensível, crítica e plural.