
Espetáculo Kairós – A Música do Corpo uniu dança flamenca, música clássica e poesia no CCJF
O teatro do Centro Cultural Justiça Federal (CCJF) recebeu, no dia 24 de setembro, o espetáculo Kairós - A Música do Corpo, protagonizado pela coreógrafa e bailarina Eliane Carvalho ao lado de seis músicos. A apresentação reuniu dança flamenca, música e poesia em uma experiência artística inspirada na ideia de Kairós: o tempo do instante, da presença e da criação.
Ao longo do espetáculo, piano, voz, guitarra flamenca, violino, violoncelo, cajón e percussão construíram uma paisagem sonora que aproximou a força ancestral do flamenco da profundidade da música clássica. Nesse diálogo entre diferentes universos musicais, a dança surgiu a partir da escuta e da interação entre os artistas, enquanto referências literárias de Clarice Lispector, Cecília Meireles, João Cabral de Melo Neto, Federico García Lorca e outros poetas ampliaram as possibilidades de expressão em cena. A proposta de Kairós é explorar as relações entre corpo, som e emoção, valorizando a liberdade de criação e a presença dos artistas em cada instante.
Para Eliane Carvalho, a apresentação no CCJF foi marcada pela boa receptividade do público e pelo ambiente do espaço cultural. “Apresentar Kairós no Centro Cultural Justiça Federal foi uma alegria imensa. A atmosfera do espaço e a troca com o público tornaram essa experiência ainda mais especial, reafirmando a arte como lugar de encontro e transformação”, afirmou a coreógrafa.
A bailarina também ressaltou a importância de espaços culturais que acolhem diferentes manifestações artísticas e ampliam o acesso à cultura. “Espaços como o CCJF são fundamentais para a cultura da nossa cidade, pois acolhem diferentes linguagens e possibilitam que a arte continue viva, pulsante e acessível”.
Ao refletir sobre a experiência, a artista também manifestou o desejo de retornar ao CCJF para continuar criando e compartilhando novos trabalhos. A apresentação de Kairós – A Música do Corpo reforçou, assim, o potencial da arte de aproximar diferentes linguagens e criar experiências que ultrapassam o momento da apresentação.