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Notícia

Equipe do Centro Cultural Justiça Federal visita Real Gabinete Português de Leitura, marco cultural luso-brasileiro no Rio de Janeiro

Publicado em:
11/03/2026
Grupo de dez pessoas posa lado a lado em uma grande biblioteca histórica. Ao fundo, estantes altas e circulares repletas de livros sobem até o teto, com estrutura ornamentada de ferro e madeira e um grande lustre central. O grupo sorri para a câmera. Há diversidade de idades, gêneros e tons de pele. Vestem roupas casuais e sociais. O piso é metálico vazado e a iluminação é quente, destacando o ambiente elegante e cultural.
Equipe do CCJF em visita institucional ao Real Gabinete Português de Leitura

No Dia do Bibliotecário, comemorado na data de 12 de março, parte da equipe do Centro Cultural Justiça Federal (CCJF), com a presença do diretor-geral, Dr. Theophilo Miguel, realizou uma visita institucional ao histórico Real Gabinete Português de Leitura (RGPL), no Centro do Rio. Guiados pelo Sr. Orlando Inácio, Secretário-Geral do RGPL, servidores e estagiários do CCJF tiveram a honra de conhecer e aprender mais sobre a história desse marco cultural luso-brasileiro considerado, inclusive, a 8ª biblioteca mais bonita do mundo — de acordo com o 1000 Libraries Awards, da fundação internacional 1000 Libraries, dedicada a celebrar a cultura do livro.

Quinze anos antes da Independência brasileira, em 1837, 43 imigrantes portugueses se reúnem na residência de Dr. António José Coelho Lousada, na antiga Rua Direita (hoje, Rua Primeiro de Março), no intuito de criar uma biblioteca para ampliar os conhecimentos e dar oportunidade aos portugueses residentes na então capital do Império. Anos depois, a sede passaria para a Rua da Lampadosa — atual Rua Luís de Camões, onde se encontra atualmente. Com estilo neomanuelino e inaugurado em 1887, o prédio — um projeto de Raphael da Silva Castro —, possui uma arquitetura imponente, com afrescos ricos em detalhes e inspiração europeia — semelhante aos espaços e decoração preservados até hoje no CCJF.

Para além da construção histórica, o RGPL reúne a maior coleção de obras portuguesas fora de Portugal, incluindo raridades como uma edição de Os Lusíadas, de 1572, manuscritos de Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco, e o Dicionário da Língua Tupy, de Gonçalves Dias. São, no total, cerca de 350 mil obras.

Na visita especial, a equipe do CCJF pôde acessar áreas normalmente restritas ao público, como o 3º andar que abriga o auditório do Gabinete, a sacada com uma linda vista para o salão principal rodeado de enormes estantes de livros — que ocupam do teto ao chão da biblioteca —, pinturas, vitrais e objetos que dão a dimensão da riqueza do acervo português no Brasil e ajudam a remontar as conquistas e a literatura lusitana.

Close de parte do salão principal do RGPL, com destaque para o grandioso vitral no teto e o imponente lustre centenário.