Centro Cultural lança selo comemorativo de 25 anos reforçando a missão de guardião da história e farol de cultura do país
Para a coleção de memórias do Centro Cultural Justiça Federal (CCJF), mais um capítulo emblemático. No dia 24 de setembro, na Sala de Sessões — que foi sede do Supremo Tribunal Federal até 1960 —, aconteceu o lançamento do selo comemorativo dos 25 anos do CCJF, confeccionado pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). O selo é mais um símbolo que reforça e celebra duas décadas e meia dedicadas à cultura, às artes e à preservação da memória.
A solenidade de lançamento foi conduzida pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), desembargador federal Luiz Paulo da Silva Araújo Filho e pelo diretor-geral do CCJF, desembargador federal Theophilo Antônio Miguel Filho. Também compôs a mesa diretora o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT1), desembargador Roque Lucarelli Dattoli; o corregedor-regional da Justiça Federal da 2ª Região, desembargador federal Firly Nascimento Filho; os desembargadores federais Guilherme Calmon Nogueira da Gama, Rogério Tobias de Carvalho e Wilney Magno de Azevedo Silva; além do superintendente estadual dos Correios no Rio de Janeiro, Wellington Soares Rodrigues; e o presidente da Casa da Moeda do Brasil, Sérgio Perini Rodrigues.
Após a execução do hino nacional, o desembargador federal Dr. Theophilo Antonio Miguel Filho, diretor-geral do CCJF, abriu a cerimônia agradecendo os presentes e a mais uma oportunidade de reconhecer a permanência viva da história de um dos mais simbólicos espaços de memória jurídica e cultural do Brasil. Para ele, muito mais do que uma peça filatélica, o selo “é uma carta que esta Casa envia ao futuro — um testemunho em miniatura de que a memória da Justiça brasileira permanece viva, circulando de mão em mão, atravessando documentos, coleções e afetos”.
Em seu pronunciamento, o presidente do TRF2 destacou a importância da iniciativa do CCJF de estabelecer as parcerias que possibilitaram a criação do selo. Para o desembargador, a peça filatélica adquire significado especial por unir celebração, circulação da cultura e preservação da memória. “A criação deste selo comemorativo é uma iniciativa muito feliz do Centro Cultural Justiça Federal, sob a condução de seu diretor-geral, desembargador federal Theophilo Antônio Miguel Filho. As parcerias estabelecidas com os Correios, a Casa da Moeda e a Fundação Biblioteca Nacional conferem ainda maior significado à celebração dos 25 anos do CCJF, instituição que se consolidou como um importante espaço de promoção da cultura e das artes e de aproximação do Judiciário com a sociedade”, frisou.
O selo institucional é formado por um dos mais valiosos elementos artísticos do prédio do Centro Cultural: o grande vitral da deusa da Justiça Themis, localizada na escadaria principal do hall de entrada. O superintendente Estadual dos Correios no Rio de Janeiro, Wellington Soares Rodrigues, corrobora com a ideia da importância da filatelia como instrumento de preservação da memória nacional. Segundo ele, os selos permitem registrar e valorizar “acontecimentos, instituições e bens culturais que integram a história e a identidade do Brasil”. Ao falar especialmente sobre o CCJF, ele destacou a contribuição da instituição para as artes e para a preservação do patrimônio cultural e explicou o significado da nova peça filatélica: “Ele transporta não apenas uma imagem, mas o registro permanente de uma instituição dedicada à preservação da memória e à valorização da cultura”.
Na sequência dos discursos, o presidente do TRF2, o diretor-geral do CCJF e o corregedor-regional da Justiça Federal da 2ª Região realizaram a obliteração do selo, seguindo o procedimento indicado pelo superintendente Estadual dos Correios. A obliteração é o ato solene ou simbólico de carimbar um selo postal recém-lançado para colocá-lo oficialmente em circulação e integrá-lo ao acervo filatélico. Nas ocasiões de lançamentos comemorativos, o selo obliterado na cerimônia de lançamento torna-se um item valioso para colecionadores (filatelistas), muitas vezes assinado pelas autoridades presentes no evento.
A cantora lírica Ane Janin enriqueceu o evento ao cantar, em dois momentos da cerimônia, árias de ópera que reverberaram lindamente no ambiente da Sala de Sessões. As apresentações foram muito aplaudidas e emocionaram o público. No encerramento, Dr. Theophilo Antônio Miguel Filho destacou o valor simbólico que o lançamento possui para ele, ao lembrar que era um colecionador de selos quando criança. “O selo, para mim, revela a minha infância pois lembro da minha coleção. Ter a oportunidade, hoje, com a presença do presidente do Tribunal, Luiz Paulo, de lançar um selo para comemorar o jubileu de prata desse prédio é motivo de muito orgulho. Quero agradecer aos Correios por ter realizado esse sonho de infância”, ressaltou.