Centro Cultural Justiça Federal concede homenagem a autoridades dedicadas à defesa e aos direitos da sociedade brasileira
No jubileu de prata do Centro Cultural Justiça Federal (CCJF), a Casa segue reconhecendo trajetórias de pessoas dedicadas à defesa da ordem jurídica, da memória, da cultura, do interesse público e dos direitos da população. No dia 6 de outubro, na Sala de Sessões, local histórico que já foi sede do Supremo Tribunal Federal, o CCJF concedeu a Leonardo Cardoso de Freitas, procurador-chefe da Procuradoria Regional da República da 2ª Região, Bruno Dubeux, procurador-geral do Estado do Rio de Janeiro e Flávio de Araújo Willeman, secretário da Casa Civil do Estado do Rio de Janeiro, a Medalha e o Certificado do Mérito Cultural. Além deles, compuseram a mesa de cerimônia Alfredo Hilário de Souza, desembargador federal do Tribunal Regional da 2ª Região (TRF2), Thiers Vianna Montebello, ex-presidente do Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro (TCMRio) e Ana Cristina Dib Miguel, desembargadora do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ).
A cerimônia, que contou com a execução do hino nacional tocado na abertura pela Banda Militar do 1º Distrito Naval, foi cercada de emoção e gratidão. No início do evento, o anfitrião e diretor-geral do CCJF, desembargador federal Theophilo Antonio Miguel Filho, saudou a todos e ressaltou a honra de celebrar um novo encontro entre a história que habita o prédio e a trajetória viva dos homenageados. Entre outros pontos, ele destacou a importância de um local que, concebido originalmente como Palácio Arquiepiscopal, foi incorporado, em 1909, ao patrimônio da República para sediar a Suprema Corte brasileira e, durante 51 anos, foi palco das atividades do Supremo Tribunal Federal — testemunhando momentos marcantes da história nacional. Além disso, já como Centro Cultural, citou a realização do Prêmio Quis Ego Sum, concurso nacional de pesquisa e identificação de personagem histórico, que convidou pesquisadores a decifrar a identidade da figura histórica apagada de uma das pinturas que emolduram as paredes da Sala de Sessões e que, posteriormente, foi descoberta: o jurisconsulto Quinto Múcio Cévola.
Ao conceder Medalha e o Certificado de Mérito Cultural do CCJF às autoridades homenageadas, ele reforçou o reconhecimento de vidas dedicadas ao Direito, ao serviço público e ao bem comum. “Que essa honraria, cunhada no Jubileu de Prata desta Casa, seja símbolo permanente do respeito e da admiração que o Centro Cultural Justiça Federal — e o povo brasileiro — devotam às vossas trajetórias”, frisou. Ao receber a comenda, além de agradecer a todos, Leonardo Cardoso de Freitas destacou a enorme honra de receber a homenagem no mesmo salão em que esteve Rui Barbosa, e aproveitou para levantar uma breve reflexão sobre o ato de servir. “Magistrados, advogados, membros do Ministério Público, é sempre bom lembrar dos versos de nosso 'Poetinha': ‘pois para isso fomos feitos, para a esperança no milagre, para participação da poesia, para ver a face da morte’. Nós, em particular, fomos feitos para servir, servir ao povo, ao país...para um Brasil cada vez melhor, com todo poder dos nossos corpos e corações permitirem”.
Na sequência, foi a vez de Bruno Dubeux ser agraciado com a honraria. “Queria agradecer as batalhas, dores e delícias que vivemos sendo procuradores do estado. Esse é um momento de festa e alegria, e queria dividir com todos vocês porque ninguém é bom sozinho”, disse, ao agradecer sua equipe e ao TRF. “Tenho certeza que instituições do Direito que tem iniciativas culturais como essa nos mostram que o Direito não nos basta e temos a obrigação, como operadores do Direito, não só de entregar Justiça a população brasileira mas também oferecer um pouco de cultura, o que há de melhor da vida. Parabéns pelo trabalho que vem sendo feito no Centro Cultural Justiça Federal e muito obrigada pela honraria”, disse. Por fim, ao receber a Medalha e o Certificado de Mérito Cultural, Flávio de Araújo Willeman, também cumprimentou a mesa, saudou e agradeceu a presença de todos. Ao falar sobre suas funções à frente da Secretaria da Casa Civil do Estado do RJ, frisou a atenção especial às demandas da Secretaria de Cultura. “Sem cultura nossas vidas ficam muito mais tristes, o Direito fica mais chato. Então, imaginar um centro cultural que se dedica a manter um prédio desse e a criar estruturas para fomentar toda sorte de cultura, ligado à Justiça Federal, é motivo de muitos elogios”, pontuou.