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CCJF inaugura exposições que propõem diferentes visões sobre identidade, imagem, pertencimento e construção da subjetividade

Publicado em:
11/06/2026
Foto de uma exposição de arte em ambiente interno. Uma grande parede exibe dezenas de retratos coloridos de personalidades da cultura brasileira, organizados em uma grade. As obras, em estilo pop art, utilizam cores vibrantes e fundo com brilho cintilante, criando forte impacto visual. Em primeiro plano, três visitantes conversam enquanto observam a mostra. O espaço possui piso de madeira e iluminação direcionada às obras, destacando os rostos retratados e a atmosfera cultural da exposição.
Público prestigia abertura da exposição Falso Brilhante, de Milton Piran, com curadoria de Marcus Lontra e Rafael Peixoto, na galeria do 1º andar do CCJF

No dia 19 de maio, terça-feira, às 17h, o Centro Cultural Justiça Federal (CCJF) abriu duas novas exposições gratuitas: Falso Brilhante e Morro pela Boca, Vivo pelos Olhos. As mostras participaram da 24ª Semana Nacional de Museus, promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) entre os dias 18 e 24 de maio de 2026 — cujo tema central foi Museus Unindo um Mundo Dividido. Além disso, elas também fazem parte do III Festival Identidade em Cena que acontece durante o mês de junho. Em um contexto atravessado por disputas de narrativas, negacionismos, desigualdades e apagamentos históricos, o CCJF reafirma o compromisso como espaço de múltiplas experiências sociais e estéticas. Com período de visitação de 20 de maio a 21 de junho, de terça a domingo, das 11h às 19h, as mostras propõem diferentes percepções sobre identidade, imagem, pertencimento e construção de subjetividades nos dias de hoje.


Na galeria do 1º andar, a exposição Falso Brilhante, de Wilson Piran, com curadoria de Marcus Lontra e Rafael Peixoto, revisita a trajetória do artista a partir da relação dele com a cultura visual contemporânea. Dialogando com a pop arte e com as reflexões da chamada ‘Geração 80’, a mostra discute o excesso de imagens na sociedade atual e seus impactos na formação de discursos, identidades e imaginários coletivos. Ao utilizar a purpurina como elemento recorrente nas 39 obras que estarão expostas no CCJF, Piran aproxima-se tanto das festas populares brasileiras quanto de dimensões estéticas ligadas às questões de gênero e às expressões da arte queer contemporânea. Na coleção de Piran, artes que retratam, com muita cor, um time seleto de personalidades, entre elas Cartola, Pelé, Rogéria, Rita Lee, Marielle Franco, Gal Costa, Ayrton Senna e Santos Dumont. 

 

Exposição de arte em ampla galeria de paredes claras e piso de madeira polida. Diversos visitantes circulam pelo espaço, observando obras distribuídas nas paredes. Há fotografias, desenhos e peças têxteis coloridas expostas sob iluminação direcionada. Em primeiro plano, pessoas conversam enquanto apreciam a mostra. Portas altas de madeira escura e o pé-direito elevado reforçam o caráter histórico do ambiente. A cena transmite um momento de contemplação e interação cultural durante a visita à exposição.
Público prestigia abertura da exposição coletiva Morro pela Boca, Vivo pelos Olhos, com curadoria Juan Santoli, na galeria do 2º andar do CCJF

Já na galeria do 2º andar, a exposição coletiva Morro pela Boca, Vivo pelos Olhos, com curadoria de Juan Santoli, reúne obras de Breno de Sant’ana, Danilo Howat, Hansen, Luiz Sisinno, Marcus Lemos, Saulo Martins, Sema e Vix Palhano. A exposição articula uma reflexão sobre a produção artística no contexto da história da arte brasileira queer, abordando temas como solidão, desejo, incerteza, paixão e transformação de si. As obras apresentadas entendem a arte como exercício de invenção da própria vida, afirmando existências e experiências historicamente atravessadas por silenciamentos.
 

Para Maria de Oliveira, diretora da Divisão de Cultural do CCJF, ao integrar a programação da Semana Nacional de Museus e o III Festival Identidade em Cena, que acontece durante todo o mês de junho no CCJF, o Centro Cultural propõe ao público um espaço de convivência entre diferentes perspectivas e formas de existência, compreendendo a cultura como ferramenta de escuta e ampliação do debate público. “Além de preservar memórias, as exposições convidam à reflexão sobre quem tem direito à representação, quais histórias são legitimadas e de que maneira a arte pode contribuir para construir vínculos em uma sociedade tão fragmentada”, destaca. Venha visitar as exposições, te esperamos!