Logo na entrada do Centro Cultural Justiça Federal, você dá de cara com uma escadaria principal imponente. Ela foi fabricada em Glasgow, na Escócia. Feita de ferro fundido e mármore Carrara no estilo Art Nouveau, foi escolhida por catálogo, veio de navio e foi montada aqui. Chique, né?
Assim que você entra no prédio, logo após o primeiro lance de escada, já encontra o grandioso vitral da Deusa da Justiça. Criado e executado por Gaston Formenti, ele é um dos lugares mais clicados pelos visitantes. A combinação da escadaria com o vitral é tipo a assinatura do prédio, um convite para entrar e desvendar seus segredos.
Você sabia que existe mais de uma Deusa da Justiça? O prédio do CCJF está cheio de representações da Justiça, mas nem todas são iguais.
Isso porque não existe apenas uma Deusa da Justiça, mas sim, três! Na verdade, uma delas é uma Titã grega, a Têmis. A sua imagem é a mais propagada atualmente, a Justiça com a venda, ou cega, que indica imparcialidade. A balança equilibrada, indicando a busca pela igualdade, e a espada abaixada, que mostra que ela só utilizará a violência se necessário. Já a Diké, deusa grega filha de Têmis, que também simboliza a Justiça, geralmente é representada sem a venda, com a balança desequilibrada e a espada levantada, que indicam que é uma justiça guerreira, que batalha por ela e enxerga tudo o que se passa. Por último, a Iustitia é a versão romana de Têmis e Diké. E geralmente é vista também com uma venda nos olhos, como a Titã. Veja se você consegue encontrar todas as Deusas da Justiça, pelo CCJF e distingui-las!