mediação
Maria de Oliveria
(Diretora de Cultura do CCJF)
Gratuito

durante o evento
- banca com livros e cordéis à venda
ao final do evento, sorteiro de
- livros da Editora Metanoia
- um fascículo de cordel
Sinopse
Em mais uma edição do projeto Mulheres em Cena, o CCJF apresenta uma roda de conversa sobre o tema feminicídio e outros tipos de violência contra a mulher.
Uma roda de conversa diferenciada, que traz relatos de experiências pessoais de quem passou por traumas ou que convive com outras mulheres que também sofreram abusos, em suas mais variadas formas, muito além da violência física.
Uma roda de conversa que, mais do que conversar e denunciar o assunto, vem trazer informações importantes, pois, como diz uma das palestrantes, ‘a informação salva vidas’, no sentido de que, se a mulher souber reconhecer os sinais e souber onde e como procurar ajuda, ela pode escapar da morte.
Uma roda de conversa que traz uma novidade: a presença da famosa cordelista Dalinha, que cantará seu último cordel, intitulado Feminicídio (que cita Angela Diniz, Dandara e outras vítimas menos conhecidas pela mídia).
Programação
Apresentação do cordel Feminicídio
- Dalinha do Cordel
Tema: racialização da autoestima e sexualidade, desconstrução do feminino, violência emocional e como a educação pode ser uma das soluções para a desconstrução da violência
- Marcelle Esteves
Tema: práticas de violência exercidas sobre corpos femininos no contexto dos diagnósticos e internações psiquiátricas.
- Beatriz Ras
Tema: o corpo da mulher enquanto objeto pertencente à sociedade. Experiência pessoal.
- Dalinha do Cordel
Tema: a informação salva vidas. Tipos de violência: doméstica, de gênero, patrimonial, stalkers, gaslighting. A.M.I.G.A.S e outras redes de proteção. Vai falar de sua experiência pessoal.
- Ana Paula
Tema: a importância da literatura como meio de denúncia e libertação
- Lea Carvalho
Tema: o que a gente cala num relacionamento abusivo. A complexidade a violência doméstica. Experiência pessoal
- Adriana Bodolay
Última apresentação da cordelista Dalinha com o cordel A Mulher tem Que Ter Peito, de sua autoria
Momento de perguntas e depoimentos mediados pela Diretora de Cultura.
Sorteio de livros
Minibiografia
Adriana Bodolay Anna Machado (pseudônimo de Adriana Nascimento Bodolay): é nascida em Belo Horizonte/MG. Dentre os diversos papéis que ocupa, destacam-se a mulher, a mãe, a professora. Embora seja uma profissional estudiosa da linguagem, descobriu-se escritora quando o desejo de falar sobre sua própria história se revelou. A forma como narra suas memórias, explorando a complexidade da violência doméstica, comove os leitores. Sua escrita autêntica reflete a profunda conexão entre a mulher, a mãe e a contadora de histórias.
Doutora em Linguística, se vê, antes de tudo, como escritora, e é assim que gosta que as pessoas a percebam. Seu livro é uma autobiografia, mas não é uma escrita terapêutica. Ele surgiu pela vontade de dizer o que calamos num relacionamento abusivo. “Minha vontade é que outras possam se identificar com o que conto e se darem conta de que o problema da violência doméstica é mais comum do que a gente imagina”.
Anna Paula de Albuquerque Sales: Presidente fundadora da Associação de Mulheres de Itaguaí Guerreiras e Articuladoras Sociais - A.M.I.G.A.S - @amigasitaguai. Mulher de origem caiçara, 56 anos, mãe solo de 4, sobrevivente a uma tentativa de feminicídio no ano de 2012. Feminista, defensora dos Direitos Humanos, Promotora Legal Popular (PLP), Defensora Popular da Baixada Fluminense (DPops Baixada), Mediadora Comunitária pelo Programa Justiça Cidadã, Conselheira Municipal pelos Direitos das Mulheres de Itaguaí, Agente Territorial de Economia Popular e Solidária do Programa Paul Singer. Educadora Popular no Curso Escola Saberes Comunitários e no Projeto Estuda Comunidade. Palestrante nos seguintes temas: Direito das Mulheres, Violência doméstica, Violência de gênero, Igualdade de gênero, entre outros. Formação Acadêmica: Bacharel em Direito e Licenciatura em Ciências Sociais - Pós-graduação em Direito Público - Pós-graduação em Direitos Humanos, Saúde e Racismo - Pós-graduação em Informação Científica e Tecnológica - Mestrado em Teologia (concluído) e em Relações Étnicos Raciais (concluindo em dezembro de 2025).
Beatriz Ras: Psicóloga, escritora e poeta, é graduada pela UERJ, especialista em atenção psicossocial na infância e adolescência pela UFRJ e mestranda em Saúde Mental na Universidad Nacional de Córdoba (Argentina). Autora dos livros Rasgalume, Nove Casas e Exoterra, participa do Coletivo Escreviventes e Fazia Poesia e foi uma das integrantes da palestra "Literatura feminina e saúde mental" ministrada no CCJF/2025
Lea Carvalho: Professora, é especialista em Gênero e Sexualidade pela UERJ, e Produtora editorial e publisher da Editora Metanoia - especializada em Gênero, Sexualidade e Diversidade, cuja principal missão é difundir a inclusão e a quebra de preconceitos por meio da leitura.
Marcelle Esteves: Psicóloga, palestrante, especialista em Gênero, Raça, Sexualidades e Direitos Humanos, Consultora em diversidades, raça, sexualidades e saúde mental - Membro da Coordenação Ampliada do Fórum Estadual de Mulheres Negras do RJ.
Maria de Lourdes Aragão Catunda: conhecida como Dalinha Catunda, nasceu em Ipueiras - Ceará, no dia 28 de outubro de 1952, e reside no Rio de Janeiro. Foi a primeira mulher, cordelista, a ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Literatura de Cordel – ABLC. Cadeira 25 que tem como patrono o poeta e folclorista cearense, Juvenal Galeno.
É membro correspondente da Academia Ipuense de Letras, Ciência e Artes – AILCA. Sócia benemérita da Academia dos Cordelistas do Crato - ACC. É sócia benemérita da Sociedade dos Poetas de Barbalha.
Como colaboradora, tem textos publicados nos principais jornais cearenses: O Povo e Diário do Nordeste.
Dalinha Catunda é declamadora de cordel e, como tal, já participou da FLIT – Feira Literária Internacional do Tocantins e da FLIP – Festa Literária Internacional de Paraty.
Em 2022, foi agraciada através da UNIFOR com o Troféu Cordel Brasileiro, em 2023 foi homenageada no Primeiro congresso Brasileiro de Literatura de Cordel no Rio de Janeiro, através da Fundação Casa de Rui Barbosa.
Há oito anos promove o ENCONTRO NACIONAL DE POETAS CORDELISTAS EM IPUEIRAS. Idealizou e criou os grupos: FLOR DO CARIRI e CIRANDEIRAS DO CORDEL.
Criou o blog Cantinho da Dalinha e o Cordel de Saia. Realiza um amplo trabalho de divulgação da Literatura de Cordel, nas redes sociais.
Apoio
Editora Metanoia e UFVJM