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Notas e Curiosidades

Publicado em:
10/04/2026
A imagem exibe a identidade visual do projeto Cinelândia – Cinema na Rua. O nome “Cinelândia” aparece em letras maiúsculas dentro de retângulos coloridos (amarelo, vermelho, verde, roxo, amarelo, azul e vermelho), com fundo preto para as letras. Abaixo, em letras pretas, está o subtítulo “Cinema na Rua”, sobre um fundo bege claro.
Cinelândia - Cinema na Rua retoma as atividades em abril com duas exibições

Em 2026, retomando a programação e no contínuo esforço para recuperar a vocação primordial da Praça Floriano Peixoto (e arredores) como polo cultural, o Centro Cultural Justiça Federal (CCJF), a Banca do André e a ASPAC – Associação dos Servidores Públicos da ANCINE, promovem duas exibições de filme ao ar livre e gratuitas na Rua Pedro Lessa, na Cinelândia. 

O projeto Cinelândia - Cinema na Rua exibirá, no dia 14 de abril, o documentário Andança - Os Encontros e as Memórias de Beth Carvalho, dirigido por Pedro Bronz e disponibilizado pela produtora TvZero. Já no dia 28 deste mês, é a vez do recente longa-metragem O Velho Fusca, com direção de Emiliano Ruschel, que transformará a rua em uma grande sessão de cinema a céu aberto. A trama é produzida pela Ruschel Studios e distribuída pela A2 Filmes. Ambas as sessões acontecem às 18h30. 

Venha curtir esses momentos especiais!

 

Ilustração gráfica em estilo pop art de Lélia Gonzalez. A imagem mostra uma mulher negra sorrindo, com cabelo curto e crespo e brincos longos. O rosto aparece em tons de rosa e preto, com alto contraste. O fundo é composto por áreas coloridas em azul, rosa e amarelo. No canto superior esquerdo há um selo circular com o nome “Lélia Gonzalez”, e linhas brancas decorativas atravessam a parte inferior da imagem.
Exposição e documentário: a vida e o legado de Lélia Gonzalez no CCJF
No dia 13 de março, o TRF2 e o CCJF realizaram exibição de documentário e debate sobre a vida e o legado de Lélia Gonzalez, autora, ativista, professora, filósofa e antropóloga brasileira. O evento fez parte da programação da exposição Projeto Memória – Lélia Gonzalez: Caminhos e Reflexões Antirracistas e Antissexistas que ocupa  uma das galerias do Centro Cultural Justiça Federal (CCJF) até o dia 22 de abril (prazo estendido). 
 
Logo após o documentário, começou uma mesa de debates formada pelo desembargador federal Julio Cesar Costa, Presidente da Comissão de Equidade Racial e de Gênero do TRF2, pelo juiz federal Carlos Adriano Bandeira, Gestor Local do Pacto Nacional de Equidade Racial no Poder Judiciário, lançado em 2022 pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), responsável pela mediação, pela juíza federal Adriana Alves Cruz, Titular da 5ª Vara Federal Criminal do RJ, além do Sr. Rubens Luiz Rufino de Lima, Diretor-Executivo do Instituto Lélia Gonzalez e filho da homenageada. 
 

Benedito Gonçalves, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), abriu o momento de reflexão ao enviar vídeo destacando a importância do pioneirismo e do legado de Lélia, defensora dos direitos das mulheres negras no Brasil. Para ele, “a iniciativa reafirma o valor de preservar trajetórias que ajudaram a ampliar o horizonte democrático do nosso país". Na sequência, as demais autoridades e convidados presentes na mesa relembraram as lutas de Lélia Gonzalez em prol da democracia e de equidade às minorias.

 

Além disso, reforçaram que, apesar do progresso trilhado até os dias de hoje, é preciso seguir avançando nas conquistas para uma sociedade mais justa. Depois das falas, ainda houve espaço para que o público pudesse pontuar relevantes questões e tirar dúvidas sobre o tema. Um evento rico e inesquecível.

 

 

Equipe do CCJF posa em pé durante visita ao Real Gabinete Português de Leitura. São dez pessoas alinhadas diante de uma escultura em pedestal, emoldurada por arco com vitrais. Ao fundo, altas estantes repletas de livros. Vestem roupas do casual ao social e sorriem para a câmera. O ambiente é elegante, com iluminação suave e piso claro, típico de uma biblioteca histórica.
Equipe do CCJF visita Real Gabinete Português de Leitura, marco cultural luso-brasileiro no Rio de Janeiro

No Dia do Bibliotecário, comemorado na data de 12 de março, parte da equipe do Centro Cultural Justiça Federal (CCJF), com a presença do diretor-geral, Dr. Theophilo Miguel, realizou uma visita institucional ao histórico Real Gabinete Português de Leitura (RGPL), no Centro do Rio. Guiados pelo Sr. Orlando Inácio, Secretário-Geral do RGPL, servidores e estagiários do CCJF tiveram a honra de conhecer e aprender mais sobre a história desse marco cultural luso-brasileiro considerado, inclusive, a 8ª biblioteca mais bonita do mundo — de acordo com o 1000 Libraries Awards, da fundação internacional 1000 Libraries, dedicada a celebrar a cultura do livro.

 

Quinze anos antes da Independência brasileira, em 1837, 43 imigrantes portugueses se reúnem na residência de Dr. António José Coelho Lousada, na antiga Rua Direita (hoje, Rua Primeiro de Março), no intuito de criar uma biblioteca para ampliar os conhecimentos e dar oportunidade aos portugueses residentes na então capital do Império. Anos depois, a sede passaria para a Rua da Lampadosa — atual Rua Luís de Camões, onde se encontra atualmente. Com estilo neomanuelino e inaugurado em 1887, o prédio — um projeto de Raphael da Silva Castro —, possui uma arquitetura imponente, com afrescos ricos em detalhes e inspiração europeia — semelhante aos espaços e decoração preservados até hoje no CCJF.

 

Para além da construção histórica, o RGPL reúne a maior coleção de obras portuguesas fora de Portugal, incluindo raridades como uma edição de Os Lusíadas, de 1572, manuscritos de Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco, e o Dicionário da Língua Tupy, de Gonçalves Dias. São, no total, cerca de 350 mil obras.

 

Na visita especial, a equipe do CCJF pôde acessar áreas normalmente restritas ao público, como o 3º andar que abriga o auditório do Gabinete, a sacada com uma linda vista para o salão principal rodeado de enormes estantes de livros — que ocupam do teto ao chão da biblioteca —, pinturas, vitrais e objetos que dão a dimensão da riqueza do acervo português no Brasil e ajudam a remontar as conquistas e a literatura lusitana.

 

 

Cartaz do “Prêmio Quis Ego Sum”, com fundo claro e elementos ornamentais da Sala de Sessões do Centro Cultural Justiça Federal. Ao centro, uma pintura de parede que retratava uma figura histórica, agora apagada.
Curiosidades do CCJF: você sabia?

Você sabe quem foi Quinto Múcio Cévola, figura apagada da parede da Sala de Sessões?

 

Representado em uma das nossas pinturas-painéis que não foi restaurada, Quinto Múcio Cévola, o Pontífice, foi considerado o "pai" do estudo científico do Direito Romano, ao ser o pioneiro ao sistematizar o Direito Civil por gêneros, reduzindo-o a dezoito livros. Foi Pontífice Máximo, zelando pelo rigor das tradições e dos ritos romanos, e mestre influente na formação jurídica de Cícero e de outras grandes mentes da Antiguidade, deixando um legado que atravessou o tempo.


A descoberta da personalidade que originalmente preencheu uma das paredes da Sala de Sessões do CCJF e que não pôde ser restaurada foi feita a partir do Concurso Quis Ego Sum, idealizado pelo Centro Cultural no ano passado. O professor Bruno Lacerda, vencedor do prêmio, conectou registros de 1909 e frases em latim para confirmar que o "Pontífice da República" era a figura original apagada.