Pular para o conteúdo principal
NewsletterLogomarca VITRAL CULTURAL

Do teatro ao saguão: CCJF promove encontros com a música brasileira

Publicado em:
10/04/2026
Banda em apresentação do show “Pena Que Voa – Tributo a Anastácia, Rainha do Forró”. No palco, vários músicos e cantores se distribuem em formação, com destaque para duas cantoras ao centro usando vestidos vermelhos. Há instrumentos como sanfona, guitarra, baixo, bateria e sopros. A cena é iluminada por luzes verdes e brancas, com o público em silhueta na plateia.
Show do Pena que Voa, com Renata Chiquetto, Daniel Esperança, Caio Storni, Maria Bernardo, Xandão Viana, Lucas Cajuíne, Laila Aurore, Bruna Saraiva, Lourenço Matheus

Em março, o teatro e o saguão do Centro Cultural Justiça Federal (CCJF) receberam duas apresentações musicais que reforçam a diversidade de sua programação cultural. No dia 5, o espetáculo Pena Que Voa – Tributo a Anastácia, Rainha do Forró, integrante da Mostra Mulheres em Cena 2026, ocupou o Teatro com um repertório dedicado à obra da compositora e cantora Anastácia. Já no dia 19, o projeto Música no Saguão – Série Vitrine Musical UNIRIO levou ao hall de entrada o concerto gratuito do quinteto de metais Urca Brass. Com propostas distintas, os eventos reuniram músicos ligados ao cenário artístico carioca e convergiram no mesmo objetivo: aproximar o público da música brasileira por meio de experiências acessíveis e sensíveis.

No palco do teatro, o grupo Pena Que Voa, iniciou sua apresentação com fortes aplausos, construindo imediatamente uma conexão com o público. A proposta do espetáculo foi além da música, trazendo também muitos ensinamentos ao apresentar a trajetória de Anastácia — artista conhecida por suas composições, mas nem sempre reconhecida por sua história. A cada canção, o grupo misturava momentos sensíveis com momentos ritmados, mantendo as características do forró. Renata Chiquetto, uma das integrantes do grupo  (voz e triângulo), explica que o Pena Que Voa é um projeto que nasce da profunda admiração pela compositora Anastácia. “Ainda que seja um grande nome do forró, uma artista extremamente renomada e importante, percebemos que em muitos núcleos há pessoas que não a conhecem, apesar de saberem de cor algumas de suas canções. Ela segue hoje com todo o vigor de seus 85 anos compondo, cantando, produzindo muita música, e pensamos que se pudermos contribuir para que cada vez mais pessoas a acompanhem e prestigiem, teremos alcançado nosso objetivo!”, ressalta ao completar que o grupo busca colocar sempre identidade e originalidade nos arranjos e nas roupagens das canções.

 

A dinâmica entre os instrumentos também se destacou: a abertura contou com as notas da flauta transversal, seguida pelo protagonismo da sanfona. Ao longo de toda a apresentação, se pode perceber a qualidade musical de cada integrante do grupo. As variações de volume e arranjos despertavam a atenção da plateia, enquanto as pausas entre as músicas criavam espaço para contextualizações sobre a obra de Anastácia.  “Termos tido a oportunidade de apresentar nosso show no CCJF foi uma alegria enorme, pois é um local muito relevante culturalmente no Rio de Janeiro, que acompanhamos e respeitamos imensamente. Ficamos extremamente felizes com o acolhimento da casa ao nosso projeto e esperamos voltar mais vezes!", torce a musicista.

 

O quinteto Urca Brass JJ Simões e Leonardo Neto (trompetes), Jhonatas Oliveira (trompa), João Gomes (trombone) e Caio David (tuba) em ação no hall de entrada do CCJF
O quinteto Urca Brass JJ Simões e Leonardo Neto (trompetes), Jhonatas Oliveira (trompa), João Gomes (trombone) e Caio David (tuba) em ação no hall de entrada do CCJF

No hall do Centro Cultural Justiça Federal (CCJF), o concerto do Urca Brass trouxe a música de câmara para um ambiente de circulação, criando uma experiência mais aberta e inserida no cotidiano do Centro Cultural. A apresentação, no dia 19, encantou não apenas o público que já acompanhava a programação, mas visitantes que, ao entrarem no local, eram naturalmente convidados a permanecer e prestigiar o show. Com uma formação clássica de quinteto de metais, o grupo apresentou um repertório que transitou por diferentes vertentes da música brasileira. Ao longo do concerto, pequenas pausas foram utilizadas para apresentar e contextualizar as obras, tornando a escuta mais próxima e acessível. Essa mediação, junto à qualidade técnica dos músicos, contribuiu para um ambiente acolhedor, em que o público pôde se envolver com a apresentação. "Foi uma grande satisfação começarmos a temporada da série com o Urca Brass. Eles tocaram de maneira sublime! A novidade de realizarmos a apresentação no saguão do CCJF foi muito bem recebida pelo público, que compareceu e prestigiou em quantidade considerável. Acabou sendo um pré happy-hour ali mesmo para o pessoal que estava saindo de seus locais de trabalho. Um bom momento de encontro pessoal e encontro com as artes", destacou Sérgio Azra, um dos responsáveis pelo Música no Saguão - Série Vitrine Musical UNIRIO Urca Brass

 

Mesmo com formatos e propostas diferentes, os dois eventos se aproximam por destacar o papel do CCJF como um espaço de encontro entre público, artistas e diferentes expressões da música brasileira. Seja no teatro, com um espetáculo que resgata e valoriza a trajetória de Anastácia, seja no saguão, com um concerto que convida o público a vivenciar a música de câmara de forma mais espontânea, as apresentações reforçam o compromisso do CCJF em promover experiências culturais diversas, acessíveis e conectadas com a cidade.