
Notas e Curiosidades
O Teatro, inaugurado em setembro de 2001, antes de se tornar um espaço dedicado às artes cênicas e à música, foi uma cocheira de cavalos e, com a chegada dos automóveis, funcionou como garagem e oficina. Hoje, com 141 lugares, o espaço é versátil, recebendo peças, shows e eventos culturais, e ainda esconde um detalhe: atrás do palco, uma escada leva ao subsolo onde ficam os camarins, podendo ser encoberta para ampliar a área cênica.
O projeto do teatro exigiu soluções estruturais durante o restauro e a adaptação do imóvel, incluindo o reforço das fundações e a criação de um subsolo. Assinado pelo cenógrafo José Dias, com iluminação de Paulo César Medeiros e acústica desenvolvida pelo escritório de Roberto Thompson Mota, o espaço foi pensado para ser reversível, preservando a integridade da arquitetura original e permitindo diferentes usos ao longo do tempo.
A programação do Ritmos Brasileiros no Verão 2026 não para por aí! No dia 12 de fevereiro, quinta-feira, o hall de entrada do Centro Cultural Justiça Federal (CCJF), vai receber a apresentação da Berimbau-Mulher, um grupo formado mulheres capoeiristas, artistas e musicistas, que irão ressaltar a importância da capoeira como símbolo de liberdade, força e ancestralidade, exaltando as raízes da cultura afro-brasileira.
A cantora, compositora e berimbalista, Zilá Lima, compartilhou que a expectativa é que o espetáculo crie um espaço de escuta, memória e representatividade. “Somos 18 mulheres de diferentes áreas profissionais conduzindo o berimbau e os demais instrumentos tradicionais da capoeira. Através das mensagens presentes nas cantigas, desejo que a música atravesse o público como gesto de afeto, resistência e pertencimento. Que essa vivência inspire o público em geral e, de forma especial, outras mulheres a se aproximarem do berimbau, instrumento sagrado que nos conecta e nos empodera”, declarou a artista.
Uma boa notícia as amantes das artes visuais: devido ao sucesso de público, as exposições Valongo Justiça pela memória do cais, projeto idealizado pelo Conselho da Justiça Federal (CJF), e a LivroPoema/ PoemaLivro, da artista Gabriela Irigoyen com curadoria Irene Peixoto, foram prorrogadas até o dia 1º de março. A 1ª mostra, localizada no térreo do CCJF, convida o visitante a mergulhar na história do Cais do Valongo, ponto de desembarque de pessoas escravizadas, passando pela descaracterização da área e por sua redescoberta durante as obras de arquitetura e urbanismo para modernizar o Porto Maravilha, no Rio de Janeiro.
Já a 2ª, apresenta livros de artista criados por Gabriela entre 2010 e 2025, que subvertem a estrutura tradicional do livro e propõem experiências visuais, sensoriais e poéticas. A ideia é convidar o público a habitar o livro como objeto tridimensional. Amplia-se os modos de ler e pergunta-se: o poema está no livro ou o livro é o poema? Venha conferir!
No periodo de 13 a 28 de fevereiro o CCJF estará fechado devido ao Carnaval e manutenção interna. Reabriremos dia 1º de março. Aguardamos sua visita!