período
30 abr a 27 ago 2026
conforme programação
quintas, 16h às 18h
palestrante
Alberto Cipiniuk (professor)
valor*
R$20 (meia R$10)
* Gratuidade para aqueles que não dispuserem de recursos, através de uma carta para acipiniuk@gmail.com justificando os motivos da solicitação.
maiores de 16 anos
Você acha que aquilo que vemos em uma pintura se explica por si mesmo?
É verdade que para vermos uma pintura é preciso dar três passos para trás?
Quando você vai a um museu de arte compreende imediatamente o que o artista desejou mostrar em suas pinturas?
Por que entender de arte é tão complicado?
Somente as pessoas com grande sensibilidade podem entender de arte?
Sinopse
O ciclo de palestras A última palavra sobre a arte. A produção da teoria da arte através da literatura artística vai te ajudar a compreender, de maneira simples e direta, aquilo que há além da primeira vista. E vai te ajudar a ver a arte com seus próprios olhos e sensibilidade.
Não é necessário qualquer conhecimento prévio, pois o objetivo é desmistificar a ideia de que a compreensão artística é restrita a poucos. A proposta é ampliar o contato do público com a arte, estimular reflexões críticas e promover o diálogo, reforçando que a arte pode ser compreendida e apreciada por todos.
Acompanhadas de vários slides de pinturas, cada palestra abordará um tema específico que se relaciona à história da arte. As palestras podem ser assistidas de forma independente, porém sugerimos a participação ao longo do ciclo para que se tenha uma compreensão mais ampla do assunto.
Conteúdo Programático
abril
30
- Apresentação do porquê da escolha desses temas para o ciclo de palestras e metodologia do trabalho.
- Arte e a literatura artística na Antiguidade e Idade Média.
- Desdobramentos no Renascimento e durante a Idade Moderna até os nossos dias.
- A diferença entre os gêneros artísticos.
- Todas as pinturas contam uma história e somente uns poucos são capazes de lê-la?
- Para apreciar uma pintura devemos considerar apenas a análise da composição, harmonia das cores ou identificar o assunto?
maio
7
- Arte como mito e a arte como representação precisa das coisas do mundo;
- O hiper domínio técnico de uma habilidade como atributo maior do artista.
- Artistas apresentados como amigos dos poderosos.
- Artistas dotados de uma natureza especial.
- Os grandes temas da pintura clássica: as aventuras, o temperamento e atributos dos deuses, dos semideuses, dos heróis, das criaturas míticas, dos personagens históricos da Antiguidade e da mitologia greco-latina.
- Os grandes temas da pintura religiosa cristã: figuras do Antigo e do Novo Testamento, lendas apócrifas da vida de Cristo e Maria, as hagiografias (vida dos santos)
- A pintura como a Bíblia dos analfabetos.
14
- Arte e literaturas artísticas na Antiguidade e no Renascimento.
- A noção da arte da pintura como desígnio divino.
- A imagem e sua origem divina e sua propagação para outros gêneros artísticos.
- O estabelecimento da unidade entre um tempo e um espaço.
- O naturalismo do final da Idade Média e a questão da verossimilhança.
21
- O uso da perspectiva e o seu conflito com aquilo que podemos ver no mundo natural.
- A arte e os tratados sobre a arte durante o Renascimento, Barroco e o Rococó.
- Lendas sobre a excepcionalidade sobre-humana dos artistas.
- A questão da genialidade do artista.
- O desenho como quinta-essência da arte.
- Idealismo empregado pelos literatos para explicar o câmbio dos estilos.
28
- Romantismo e neoclassicismo.
- A influência da filosofia alemã em oposição às regras das academias.
- A norma e o capricho, o uso da razão e o uso da emoção, qual deles produz a arte?
- O colapso dos salões de arte e os artistas independentes.
- A querela entre os antigos e os modernos.
- Os partidários das cores e os partidários do desenho.
- O fini (acabado) e o inachevé (inacabado).
junho
11
- O novo e o velho na arte.
- o culto das antiguidades arqueológicas
- Exemplos vários daquilo que foi considerado novo no Campo da Arte na Idade Moderna.
- Rebeldia e conformismo em relação as regras da arte.
- A marginalização da arte e do artista.
- É verdade que quanto mais o artista sofre ele fica mais criativo?
25
- O motor das transformações dos estilos é a subjetividade do artista ou as pressões sociais do entorno.
- A discussão moderna entre a arte como práxis e arte como poiesis.
- Legitimação e institucionalização da arte.
- A arte como produção coletiva
- O artista como antena da raça.
julho
2
- Produção, crítica e recepção.
- Connaisseurs: quem sabe mais sobre a arte? O crítico ou o artista?
- Quem conhece mais a arte, o connaisseur ou o marchand?
- A arte como forma de conhecimento.
- A consagração da noção de arte como um saber empírico.
- A arte imita a vida ou a vida imita a arte?
- Por que os compradores de arte dizem que compram as obras apenas por amor à arte?
9
- Mercado de arte de obras antigas e o mercado de obras recentes.
- Zeitgeist, rebeldia e rompimento.
- O gosto é uma manifestação da subjetividade ou é formado socialmente por um processo de inculcação?
16
- A obra de arte precisa ser necessariamente bela? E a beleza? Ela existe mesmo ou é apenas uma convenção social?
- Para se produzir uma obra de arte é necessária alguma habilidade ou domínio de uma técnica?
- Uma obra de arte precisa transmitir ou produzir uma emoção sensorial no público?
- Existe alguma maneira de transformar algo ou alguma coisa uma obra de arte?
23
- Uma obra de arte precisa necessariamente representar ou imitar a realidade? O que dizer sobre o Expressionismo Abstrato?
- Se alguém declara que algo é arte, a coisa passa a ser arte?
- Seria a intenção ou o propósito do artista aquilo que define a arte?
- O que dizer do processo de criação, ele é mais importante do que o resultado ou obra?
30
- A utilidade, funcionalidade ou o propósito utilitário proposto pelo artista pode ser um fundamento para definir uma obra de arte?
- Em que medida o contexto determina o que é arte?
- A arte é apenas uma convenção social?
- Qual o papel da recepção do público ou da crítica, elas são essenciais?
- Se ninguém reconhece uma obra como arte, ela deixa de ser arte? É necessário que a obra produza uma reflexão ou uma “experiência” no público?
agosto
6
- Qual o perigo de tudo ser considerado arte?
- Existe alguma diferença entre arte e artesanato?
- Quem decide se uma obra é “boa” ou “má”?
- Um urinol assinado pode ser arte?
13
- Há como sair da dualidade entre a noção platônica de arte como representação ou imitação e a noção de arte como expressão das emoções ou subjetividade do artista?
- Deveríamos defender com arte apenas as formas, as cores, as linhas, os volumes ou as composições?
- Seria verdadeira a noção defendida pelo filósofo Arthur Danto de a arte é definida pelo “Mundo da Arte”?
- Há uma diferença entre a noção “Mundo da Arte” e a noção defendida por Pierre Bourdieu, “Campo da Arte”?
20
- A verdadeira obra de arte traria um fim em si mesma?
- Seria a arte a expressão das emoções puras, das sensações e ideias não verbais?
- A obra de arte pode provocar uma experiência sensorial direta no público?
- A arte não serve para isso ou para aquilo, ela se basta a si mesma.
- O gosto é uma manifestação da subjetividade ou é formado socialmente por inculcação?
27
- Qual seria a resposta de um artista para alguém que dissesse: meu filho de quatro anos faz a mesma coisa que você?
- Só é arte quando a obra impacta no nível emocional e não intelectual ou narrativo?
- A arte seria um enigma indecifrável?
- A arte morreu?
- Argumentos contra a morte da arte.
- A arte e a cultura de massa.
- A necessidade da arte.
Minibiografia
O palestrante possui graduação em Licenciatura em História da Arte pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1978), Mestrado em Filosofia - Estética - pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1985) e doutorado em Filosofia e Letras - Université Libre de Bruxelles (1990). Professor Associado aposentado do Departamento de Teoria e História da Arte do Instituto de Artes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Professor Associado aposentado do Departamento de Artes e Design da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, membro da Association Internacionale des Critiques d’Art, membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte. Foi conselheiro da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro. Editor da Revista Tamanduá - Design, Arte e Representação Social. Além dos diferentes gêneros artísticos do Campo da Arte possui experiência na área de Desenho Industrial, com ênfase em Desenho de Produto, atuando principalmente nos seguintes temas: design, campo do design, imagem, moda e design gráfico.
Link para o currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/3763621130181471