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Black Queer Festival: arte, representatividade e celebração

Publicado em:
10/12/2025
Fotografia do cinema do CCJF durante o Black Queer Festival. A imagem mostra o público sentado em poltronas escuras, assistindo a uma projeção colorida na tela, que exibe duas pessoas dançando. As laterais da sala têm paredes escuras e caixas de som, e parte da plateia aparece em primeiro plano, observando atentamente a exibição.

No dia 29 de novembro, o Cinema do Centro Cultural Justiça Federal (CCJF) recebeu o Black Queer Festival, um evento com direção de Alek Lean, que reuniu arte, representatividade e resistência. Parte da Mostra Cultural Consciência Negra, o festival reafirmou o compromisso do protagonismo negro e queer dentro de uma programação diversa e representativa.

Com produções de pessoas LGBTQIAPN+, negras e indígenas, o Black Queer Festival teve início no dia 24 de novembro em outras salas de cinema e exibiu mais de 40 filmes. No CCJF, o evento contou com três sessões com mais de 15 curtas-metragens ao total, além de bate-papos e apresentações artísticas.

Entre alguns dos filmes exibidos estão os curtas Negrum3, que mistura a performance e a estética afro futurista para falar sobre vulnerabilidades e autoconhecimento, Pedagogias da Navalha, que aborda a ancestralidade, a luta e devolve às pessoas travestis o protagonismo de suas próprias narrativas e Vó, a senhora é lésbica? que retrata como a sexualidade de pessoas idosas é invisibilizada, lançando um olhar mais carinhoso para histórias que foram silenciadas. 

O público diverso foi uma parte importante do festival. Interações, risadas e aplausos ajudaram a criar uma atmosfera mais descontraída e leve. A premiação dos filmes selecionados encerrou o Black Queer. Entre os curtas mais premiados, Xica Vive na Fumaça que conquistou seis troféus.

Lean descreveu a sensação de realizar essa celebração artística. “Ao final, o que ficou foi a sensação de encontro. Entre cinema e performance, entre comunidade e criação, entre artistas e público. Um evento que, apesar da coincidência com um dos maiores jogos do ano, mostrou que há quem escolha a arte e o afeto como forma de celebrar um Brasil diverso, resistente e brilhante”, declarou.

O festival reforça a ideia de que pessoas negras LGBTQIAPN+ podem se expressar sem ter que esconder quem são, criando um espaço seguro que vai além de luta e resistência, valorizando e celebrando o trabalho de artistas criadores de suas próprias histórias.