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Notas e Curiosidades

Publicado em:
13/10/2026
Close do rosto de um homem jovem, de cabelos pretos e sobrancelhas grossas, olhando atentamente para um jornal ou cartaz que segura diante de si. A parte inferior do rosto está encoberta pelo papel, onde aparecem letras grandes em vermelho. Ao fundo, há uma janela com luz natural, que ilumina seu rosto.
Cinelândia - Cinema na Rua exibe o filme Mauricio de Sousa, o mestre dos quadrinhos
Em outubro, o projeto Cinelândia - Cinema na Rua leva para a Pedro Lessa mais uma sessão de cinema ao ar livre. Dessa vez, o longa-metragem escolhido é  Mauricio de Sousa - O Filme que será exibido terça-feira, dia 27, às 18h30.
 
Com roteiro e direção de Pedro Vasconcelos, o filme reconta a vida do quadrinista mais importante do Brasil e os primeiros passos que tornaram realidade o seu sonho de se tornar desenhista. Criador de Turma da Mônica, a trama traz um olhar pessoal e sensível para a vida de um artista e das referências que o formaram. Da descoberta e paixão pelos quadrinhos à construção de uma carreira considerada impossível na época, o filme mostra a coragem de Mauricio de Sousa em sustentar suas ideias, histórias e personagens.

 

É só chegar, vem conferir!

 

O evento será adiado em caso de chuva.

Sala ampla com piso de madeira e portas altas de madeira escura, onde estão expostas diversas esculturas de formas cilíndricas, arredondadas e cônicas, em diferentes tamanhos. As peças apresentam tons terrosos, brancos, azuis e pretos, com texturas e padrões variados. Ao centro, destacam-se esculturas de cerâmica com superfícies rugosas e formas orgânicas.
Novas exposições em outubro no CCJF
Em outubro, o Centro Cultural Justiça Federal (CCJF) abre quatro novas exposições: As Palavras, da artista Suely Farhi, que investiga o limiar entre palavra, imagem e espaço; Biografemas, uma exposição coletiva que reúne 11 artistas de diferentes regiões do Brasil, voltada à fabulação biográfica; Zumbido, mostra individual do artista João Machado, resultado de 15 anos de pesquisa mergulhando no universo das abelhas nativas do Brasil e, por último, Diários de Classe, 1ª exposição individual da artista Fernanda Morais que traz um conjunto de obras surgidas a partir do encontro com as crianças e de sua trajetória na escola pública.
 
Com atividades extras, As Palavras e Biografemas ocupam as galerias do CCJF no período de 14 deste mês a 22 de novembro, com abertura dia 13 de outubro. Já Zumbido e Diários de Classe ficam no Centro Cultural de 16 de outubro a 22 de novembro; a abertura de ambas será no dia 15 deste mês. Venha conferir! 
Vista do teto ornamentado de um edifício histórico, com molduras em relevo, detalhes dourados e luminárias acesas. No centro, um grande painel oval pintado retrata uma figura humana com vestes amarelas e vermelhas, segurando uma lança e acompanhada por uma figura animal alongada aos seus pés. A pintura é cercada por uma moldura decorativa, com elementos clássicos e arabescos.
Curiosidades do CCJF: você sabia?

Você sabe quem é o autor das belíssimas pinturas da Sala de Sessões do CCJF?

 

Quem entra na Sala de Sessões do Centro Cultural Justiça Federal (CCJF) logo percebe as belas pinturas que decoram o teto e as paredes do espaço. Mas você sabe quem está por trás dessas obras? O autor é Rodolpho Amoêdo, um dos grandes nomes da pintura brasileira, que também se destacou como professor e formador de artistas.

 

Amoêdo iniciou sua trajetória artística no Rio de Janeiro, onde estudou no Liceu de Artes e Ofícios e na Academia Imperial de Belas Artes. Em 1879, conquistou o primeiro prêmio em um concurso da Academia, que lhe garantiu uma viagem a Paris. Na capital francesa, ingressou na École Nationale et Spéciale des Beaux-Arts e aprofundou seus conhecimentos com importantes mestres da pintura europeia.

 

De volta ao Brasil, construiu uma carreira marcada tanto pela produção artística quanto pelo ensino. Como professor, influenciou gerações de artistas, entre eles Eliseu Visconti e Cândido Portinari. Suas pinturas também passaram a integrar importantes espaços culturais e institucionais do país, como o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a Biblioteca Nacional e o Museu Nacional de Belas Artes.

 

No CCJF, Amoêdo assina o painel central da Sala de Sessões, que retrata a Justiça na figura de uma mulher, além dos painéis monocromáticos com as palavras Jus, Pax e Lex, palavras em latim que significam Justiça, Paz e Lei, respectivamente. As obras foram assinadas e datadas de 1909.

 

Um detalhe que chama a atenção é que a figura da deusa da Justiça não aparece com a tradicional venda nos olhos pois ali subentende-se que ela já formou sua convicção quanto à decisão jurídica. A combinação de imponência e delicadeza torna o painel ainda mais interessante, convidando o visitante a observar os detalhes da composição e a conhecer um pouco mais da história por trás das pinturas.

 

Na próxima visita ao CCJF, vale a pena dedicar alguns minutos para contemplação essas obras e conhecer o legado de Rodolpho Amoêdo, cuja arte permanece presente na paisagem cultural e histórica do Rio de Janeiro.