
Notas e Curiosidades
Na tarde do dia 29 de julho, a Sala de Sessões, envolta de um ar de renovo e emoção, foi cenário de momentos especiais. O emblemático local histórico, que até 1960 abrigava o Supremo Tribunal Federal (STF), testemunhou a entrega das carteiras da Ordem dos Advogados do Brasil — seccional Rio de Janeiro (OABRJ), aos novos advogados. A cédula de identidade profissional comprova a aprovação no Exame de Ordem e o registro regular nos quadros da instituição. Essa foi a 1ª vez que a cerimônia aconteceu fora da OABRJ.
De acordo com o desembargador federal Theophilo Miguel Filho, diretor-geral do Centro Cultural Justiça Federal (CCJF), considerando a simbologia que a Sala de Sessões carrega para a justiça e a democracia do país, um espaço que sediou a 4ª instalação da Suprema Corte brasileira e que refletiu o crescimento e a complexidade das demandas jurídicas daquele tempo, melhor local não haveria para o evento.
Na abertura da cerimônia, que contou com um público, prioritariamente, de familiares e colegas dos novos advogados, Dr. Theophilo Miguel agradeceu a todos, especialmente os homenageados, pais e as autoridades que prestigiaram o momento, destacando o papel essencial da advocacia para sociedade e ressaltando que, "sem o advogado, não há a justa e efetiva entrega da prestação jurisdicional."
Compuseram a mesa da cerimônia, além do próprio Dr. Theophilo Miguel Filho, Dra. Ana Teresa Basilio, presidente da OABRJ, Dra. Ana Cristina Dib Miguel, desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Dra. Sylvia Drummond, vice-presidente da OABRJ e a paraninfa Dra. Maria Adélia Campelo, advogada civilista, especializada em Direito de Família e Sucessões.
Em agosto, o projeto Cinelândia - Cinema na Rua leva para a Pedro Lessa mais uma sessão de filme. Dessa vez, a curadoria selecionou o longa-metragem Papagaios para o cinema a céu aberto da próxima terça-feira, dia 18.
A trama se passa na periferia do Rio de Janeiro, e acompanha Tunico e Beto. O primeiro é uma subcelebridade, representante dos conhecidos "papagaios de pirata" — figuras que perseguem repórteres no intuito de aparecer na TV a qualquer custo. O segundo, por sua vez, é apenas mais um jovem que sonha em ser visto. Após um grave acidente em um parque de diversões da cidade, o caminho dos dois se cruza e o misterioso Beto vira aprendiz de Tunico. A relação dos dois coloca em jogo as consequências da busca desenfreada pela fama.
É só chegar, vem conferir!
O evento será adiado em caso de chuva.
Como parte da parceria entre o Centro Cultural Justiça Federal e a FUNARJ, além das visitas mediadas tradicionais — que podem ser agendadas aqui — são oferecidas visitas mediadas acessíveis, desenvolvidas para garantir uma experiência cultural mais inclusiva às pessoas com deficiência, especialmente ao público surdo, por meio de mediação em Libras e estratégias de comunicação acessível.
Durante a visita, os participantes são convidados a explorar os conteúdos da exposição de forma interativa, em um ambiente que valoriza o diálogo, a troca de experiências e o direito de todos ao patrimônio cultural.
As visitas acessíveis, no âmbito do Programa Arte e Cultura Para Todos, da FUNARJ, podem ser agendadas por escolas, instituições, associações, universidades e demais grupos interessados, fortalecendo o compromisso das instituições com a democratização do acesso à cultura e a construção de espaços cada vez mais inclusivos. Interessados, clique aqui.
Agende sua visita e venha conhecer a mostra de uma forma mais rica!
Você sabia que as portas de entrada do CCJF escondem um mistério centenário?
Em 2007, durante um trabalho de restauração nas históricas portas que emolduram a entrada principal do CCJF, foi feita uma descoberta curiosa: algumas das esculturas localizadas na parte superior das portas possuem compartimentos internos ocos, um detalhe que permaneceu escondido por décadas.
A origem desses espaços ainda desperta diferentes interpretações. Uma das hipóteses é que eles tenham sido criados para reduzir o peso das esculturas, facilitando sua instalação. Outra sugere que esses compartimentos poderiam ter sido utilizados para esconder objetos de contrabando, prática registrada em diferentes períodos da história.
Independentemente da explicação, a descoberta revela como um edifício inaugurado em 1909 preserva detalhes capazes de surpreender. Com mais de um século de história, o CCJF continua revelando curiosidades que enriquecem seu patrimônio e tornam sua trajetória ainda mais fascinante.