facilitadoras
Claudia Marques
Pâmela Cristina
(contadoras de histórias)
R$70
R$50 para estudantes
e professores
maiores de 16 anos
Sinopse
A oficina Encadernando Memórias & Contando Escrevivências utiliza dinâmicas de autoconhecimento e desinibição que possibilitam não só a fruição literária, mas o resgate de trajetórias pessoais. De forma lúdica e em um espaço seguro, os participantes são convidados a resgatar e, se desejarem, compartilhar suas vivências em um ambiente de acolhimento.
O objetivo central é transformar experiências íntimas em narrativas escritas, registradas em cadernos produzidos artesanalmente pelos próprios participantes. Através de uma metodologia que foca no acesso a memórias significativas, estruturamos um percurso de escrita autoral e afetiva. Como disparadores criativos, utilizamos poemas, canções, imagens e fragmentos sensíveis — elementos que funcionam como caminhos de escuta e reelaboração do que foi vivido.
Serão dois encontros interligados, e ao final, cada participante terá criado e gestado seu próprio "relicário": um caderno pessoal feito à mão, pronto para abrigar textos, imagens e sentimentos materializados.
Esse projeto é ideal para quem:
• Busca Autoconhecimento através da Expressão: pessoas que utilizam a escrita como ferramenta para entender a própria trajetória e dar sentido ao passado.
• Valoriza a Criatividade Sensorial: escritores, artistas e entusiastas que buscam em acordes musicais, fotografias e poemas as "chaves" para vencer bloqueios e encontrar novas formas de narrar o que sentem.
• Deseja Materializar o Imaterial: indivíduos que sentem que têm "uma história para contar", mas precisam de um método para transformar lembranças abstratas em textos tangíveis e memórias vivas.
Ao final do encontro, vocês estão convidados a participar de um coffee break.
Observação: todo o material está incluso no valor da oficina. Traga apenas água e use uma roupa confortável
Programação
25 abr
1. Problematizando identidades
1.1 Histórias dos nomes e histórias de vida
1.2 Retratos reais e inventados (o que penso que sou e o que dizem de mim)
Pausa para o café ou almoço
2. Mergulho poético
2.1 Fruição de poemas que tematizam laços de afeto (família, território e marcas identitárias)
2.2. Montagem do caderno: primeiros passos
9 mai
1. Música e texto
1.1. “Escrita automática”: escrevendo com Beethoven, Ravel e Wagner;
1.2. Tecendo com as palavras e imagens: a escrita de si (confecção de textos e colagens);
Pausa para o café ou almoço
2. “Encadernando Memórias & Contando Escrevivências”
2.1. Finalizar a montagem dos cadernos (vale lembrar que os cadernos serão paulatinamente organizados a cada encontro)
2.2. Culminância: troca de experiências com leitura de trechos escolhidos do que foi produzido.
Minibiografias
Somos O Desdobrar das Histórias, formado por Claudia Marques e Pâmela Cristina, contadoras de histórias, professoras e pesquisadoras da cultura popular. Buscamos, através dos contos de tradição oral de matriz indígena, africana e afro-brasileira, proporcionar o convívio e o encontro entre pessoas que desejam compartilhar histórias. Trazemos a vivência da Oralitura em suas múltiplas manifestações: danças circulares, cantigas, ditados, trovas etc. Desenvolvemos também oficinas variadas: de produção textual, de contação de histórias e de invenção de artefatos lúdicos. Há 16, desde a gênese da dupla, trabalhamos com a mediação literária associada a práticas manuais como cadernos, fanzines, colagens, origamis, brinquedos, bonecas, desenhos e bordados.
Claudia Marques é professora de Literatura. Mestra de Letras Vernáculas - Literatura Brasileira pela UFRJ. Partilhou saberes e experiências em várias instituições de ensino do setor privado e da rede pública. Na FAETEC, atuou como professora de Literatura na Escola Técnica Estadual República, de 1998 a 2024. Nessa unidade escolar, foi, em vários momentos, coordenadora de disciplina, assumiu a direção geral de 2018 a 2022 e fundou, em 2011 (e seguiu coordenando até 2024), o Projeto “Calunga Grande: tecendo histórias daqui e de lá”, que visava propiciar a implementação das leis 10.639/03 e 11.645/08. Lecionou Literatura Dramática e História da Dramaturgia e, atualmente, dinamiza o curso de Leitura Dramatizada, atuando também como orientadora teórica em Montagens Teatrais na Escola Técnica Estadual de Teatro Martins Pena.
É contadora de Histórias Africanas e Afro-Brasileiras desde 2006. Gesta, com Pâmela Cristina Pereira Fonseca, desde 2009, a dupla “O Desdobrar das Histórias”. Ambas participam, junto com um grupo seleto de outras contadoras, do Projeto “Dr. Griôt”, atuando em ações de promoção de leitura e fruição de narrativas de matriz afro-brasileira em escolas e ONGs, projeto iniciado em março de 2022. Junto ao Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos (IPN), Claudia e Pâmela atuaram como Oficineiras de Contação de Histórias de 2012 a 2017. Claudia Marques é também professora de Literatura Negra Brasileira na Pós- Graduação do IPN, desde 2017.
Pâmela Cristina além de contadora de Histórias é tecelã de memórias e palavras. Há 15 anos caminha entre vozes e tambores, pesquisando e partilhando contos africanos e afro-brasileiros através do grupo O Desdobrar das Histórias. Com uma vivência de 10 anos na cultura popular, atravessa territórios de saberes e festejos que inspiram sua arte e sua escuta. Entre tecidos, fios e papéis, cria manualidades que guardam o gesto e o afeto: bonecas, brinquedos, cadernos — pequenos mundos feitos à mão. Brincante por natureza, investiga as culturas da infância como quem escuta o tempo brincar.