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Oficina literária sobre Paulo Leminski ensina sobre imagem, humor e linguagem coloquial que dialogam com a comunicação virtual de hoje

Publicado em:
10/11/2025
Homens e mulheres sentados em cadeiras pretas (posicionadas no formato de meia lua) conversam em uma sala com piso de madeira e grandes portas de madeira.

Você sabe quem foi Paulo Leminski, escritor, poeta e compositor curitibano? Conhecido como um artista visionário, foi homenageado na Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) deste ano. Conhecido por obras como Catatau, considerada revolucionária para a prosa brasileira do século 20, Leminski foi um artista de múltiplas facetas: tradutor criativo, biógrafo, judoca faixa preta, publicitário e músico. Desde 1976, Paulo Leminski, que faleceu em 1989, escrevia poesias combinadas com imagem, humor e linguagem coloquial que dialogam bem com a nossa comunicação virtual de hoje em dia. Sua importância na Literatura Brasileira é inquestionável. Pensando na relevante contribuição dele para a literatura brasileira, aconteceu no último dia 10 de outubro, na Sala de Leitura do Centro Cultural Justiça Federal (CCJF), a Oficina de Literatura Paulo Leminski, que fez parte do Rio Capital Mundial do Livro

De forma simples, prática e informal, Nilane Soares, professora de literatura com 15 anos de experiência e oficineira, levou os participantes a um mergulho na incrível vida do escritor, ao ensinar sobre as motivações de escrita de Leminski, além de curiosidades, particularidades de sua obra e leitura de alguns de seus textos. Ela conta que foi a primeira vez que realizou essa oficina presencialmente, já que é um projeto que faz online desde de 2020. “Ter tido essa oportunidade pelo CCJF foi muito importante e muito diferente porque no presencial a gente consegue oferecer, perceber e motivar outras situações aos participantes”, disse. Segundo Nilane, as obras do poeta curitibano dialogam com a geração tropicalista; “ele é muito contemporâneo pois  faz um jogo de palavras com a poesia que é muito legal e ao mesmo tempo, bem profundo”, completa.

Ainda de acordo com a facilitadora, Leminski explorou tanto as vantagens da publicidade quanto a vida acadêmica (foi professor de pré-vestibular). “Ele afirmava que toda empresa de marketing e publicidade tinha que ter um poeta para poder brincar com as palavras e seduzir o cliente. Na oficina, também foram lidos textos do poeta, discutidos de uma forma bem leve e devagar, porque a poesia não é uma arte fácil”, ressalta Nilane. O resultado, de acordo com ela, foi muito prazeroso porque estavam ali praticamente 10 pessoas abertas para conhecer o desconhecido — já que a maioria nunca tinha estudado sobre o artista tema da oficina.  

Depois dessa imersão, o participante pôde realizar uma atividade prática de escrita criativa nos moldes das obras de Leminski – em que a ousadia é o limite. Esse momento da oficina acabou sendo verbalizado através de uma palavra que foi escolhida no início da ocasião e compartilhada ao final já com as impressões de cada participante baseados em tudo que havia sido trabalhado em relação ao Lewiski. “Ter tido essa oportunidade de fazer essa oficina no Centro Cultural foi muito importante porque de uma certa forma nosso país carece de espaços como esse, ainda bem que aqui no Rio de Janeiro existe esse espaço com uma ótima infraestrutura e salas confortáveis, mobiliário e as pessoas muito atenciosas e solícitas em nos receber. Fiquei muito realizada em ter executado esse trabalho, tomara que venham outras oportunidades”, finaliza Nilane.