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Música une Brasil e Japão em celebração histórica no CCJF

Publicado em:
10/11/2025
Três musicistas se apresentam no palco durante o concerto Brasil Japão – Atravessando o Tempo e o Oceano. À esquerda, um deles segura um violoncelo; ao centro e à direita, as outras duas artistas se posicionam próximas a um piano de cauda. As três se curvam em agradecimento ao público, sob iluminação suave e cenário com elementos circulares brancos suspensos, que reforçam o clima de elegância e harmonia do espetáculo.

O Teatro do Centro Cultural Justiça Federal (CCJF) foi palco, em 22 de outubro, de uma noite marcada pela emoção e pela celebração da amizade entre Brasil e Japão. O concerto Brasil–Japão - Atravessando o Tempo e o Oceano, realizado com apoio do Consulado Geral do Japão no Rio de Janeiro, homenageou os 130 anos de relações diplomáticas entre os dois países por meio de um repertório que conectou gerações, tradições e afetos.

A apresentação reuniu a cantora Mako (voz e percussão), a pianista Yuka Shimizu e o violoncelista Kayami Satomi, musicistas de trajetórias ligadas ao intercâmbio cultural entre as duas nações. Em cena, o trio interpretou obras de Camargo Guarnieri, Chiquinha Gonzaga, Tom Jobim, Humberto Teixeira, Joe Hisaishi, Ryuichi Sakamoto, entre outros, além de canções do folclore japonês e referências do J-POP. O público pôde acompanhar momentos de leveza, como no tradicional japonês Furusato (Miki Rofuu/Yamada Kousaku), e outros de grande conexão emocional, como em Água de Março (Tom Jobim), Samba do Avião (Tom Jobim)  e Que Nem Jiló (Humberto Teixeira/Luiz Gonzaga).

Moradora do Rio de Janeiro há 24 anos, Mako celebrou não apenas a data histórica, mas sua relação afetiva com o CCJF. “Este teatro é um lugar muito especial para mim. É um espaço que me permitiu crescer como artista e experimentar diferentes expressões. A música que criamos nessa noite transcendeu fronteiras”, disse ela. A artista ressaltou ainda o impacto emocional da noite ao ressaltar que mesmo as canções em japonês foram recebidas com muito carinho. “Nossas emoções ressoaram em harmonia, tocando os corações de todos.”

Para além do espetáculo, o concerto simbolizou a continuidade de uma história compartilhada entre Brasil e Japão, construída pela arte, pela imigração e pelo afeto. A sintonia entre Mako, Yuka e Kayami reforçou a importância da colaboração entre artistas de diferentes origens. “Assim como os laços diplomáticos se fortaleceram ao longo de 130 anos, espero que nossa parceria e minha relação com este teatro sigam crescendo. Mal posso esperar para voltar a este palco, com toda a sensibilidade que aprendi no país que me acolheu”, acrescentou Mako. 

Com entrada gratuita e classificação livre, o concerto reafirmou o compromisso do CCJF em promover experiências que celebram a diversidade cultural e estimulam o diálogo entre diferentes comunidades. Ao abrir suas portas para iniciativas que valorizam a história compartilhada entre Brasil e Japão, o Centro Cultural reforça sua missão de tornar a arte acessível, acolher novas expressões e incentivar o encontro entre artistas, tradições e públicos. Em uma noite em que a música se fez ponte entre identidades e afetos, o Teatro do CCJF tornou-se, mais uma vez, um espaço vivo de troca, aprendizado e encantamento — convidando o público a seguir acompanhando sua programação e a continuar atravessando mares, tempos e mundos por meio da cultura.