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Notícia

Com Dra. Simone Schreiber à frente da direção-geral, duas últimas gestões do CCJF chegam ao final com balanço positivo e muitas conquistas

Publicado em:
03/04/2025
A imagem mostra uma escadaria grandiosa e simétrica em um prédio histórico. A estrutura tem corrimãos e grades de ferro ornamentado, e os degraus levam a um vitral colorido no topo, representando uma figura feminina. O ambiente é ricamente decorado, com colunas douradas, detalhes em gesso no teto e portas de madeira. Há uma pessoa uniformizada no canto direito, possivelmente um segurança.

Após ficar fechado ao público devido a pandemia de Covid-19, o Centro Cultural Justiça Federal (CCJF) reabriu suas portas em agosto de 2021, e desde então seguiu no propósito ao qual foi criado: incentivar e garantir o acesso da população às diversas formas de expressão cultural, sejam elas exposições, peças teatrais, shows de dança e de música, mostras de cinema, cursos, seminários ou rodas de conversa.

Conduzido por Dra. Simone Schreiber, desembargadora do TRF2 e então diretora-geral do CCJF, com direção-executiva de Daniela Pfeiffer, direção administrativa de Francisco Cordeiro, direção cultural de Elaine Pauvolid e curadoria de Evandro Salles, além do trabalho das equipes dos setores de Artes Cênicas e Audiovisual, Música, Biblioteca, Exposições, Educativo, Contratos, Preservação, Programação Visual e Comunicação, o CCJF recebeu 330 mil visitantes no período 2021-2025, um marco significativo pós-pandemia. 

Dentre as iniciativas mais relevantes da gestão, que primou por dar protagonismo às minorias — principalmente, mulheres, pessoas negras, e comunidade LGBTQIAP+ — destacam-se, por exemplo, a parceria firmada com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (Seap), em que foi possível viabilizar atividades — tanto dentro do sistema penitenciário quanto no CCJF — organizadas especialmente para mulheres privadas de liberdade e jovens em conflito com a lei. O objetivo foi auxiliar na ressocialização dessas pessoas, usando como ferramenta de transformação a cultura e a arte.

A atual gestão também firmou convênios importantes com consulados e instituições, dentre elas o Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica, o Festival de Cinema do Rio e a Universidade Federal do Rio de Janeiro, o Goethe-Institut e o Consulado da França, estes que inclusive viabilizaram junto com o CCJF um edital de artes visuais em 2024. Cada um destes parceiros contribuiu em frentes específicas de cooperação cultural. 

Vale mencionar que a Dra. Simone Schreiber foi a primeira mulher diretora-geral da história do CCJF, criado em 2001. Sua gestão proporcionou ainda a recuperação das galerias do 2º andar, antes ocupada para fins institucionais e que desde 2024 voltou a abrigar grandes exposições, e a realização de obras de preservação do Centro Cultural, como a restauração da imponente escadaria e a recuperação da fachada histórica, que segue sendo feita. No âmbito das exposições realizadas destacam-se a Parada 7, que se tornou um evento do calendário cultural carioca, e a mostra Poéticas do Agora - Edital Casa Europa.

No âmbito institucional, além das dezenas de projetos inspiradores com a curadoria das equipes, dentre eles a Mostra Mulheres em Cena, o Festival Identidade em Cena, a Mostra Consciência Negra e o Festival Ritmos Brasileiros no Verão, mostrou-se relevante a reestruturação das áreas do CCJF, com destaque para a criação da Seção de Comunicação, que antes era um setor, e da criação do Setor de Música. Os projetos convidados via curadoria se somaram à seleção de projetos para a ocupação dos espaços por meio do Regulamento para Ocupação Artístico-Cultural que, durante o período de 2021 a 2025, escolheu inúmeras iniciativas culturais e segue sendo oferecido anualmente.

Com todas essas conquistas e o trabalho da Comunicação, a visibilidade do CCJF também foi ampliada significativamente nas redes sociais e na imprensa. O número de seguidores do Instagram do CCJF passou de 4.346, em 2021, para atuais 26.900, um crescimento de mais de 500% no período. Na mídia, entre 2022 e março de 2025, foram identificadas mais de 1.200 citações, com um aumento exponencial nos últimos anos.

A partir de abril de 2025 a gestão ficará a cargo do Dr. Theophilo Miguel, desembargador do TRF2.