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Cultura caipira ganha destaque em apresentação no CCJF  

Publicado em:
11/05/2026
Palco de teatro iluminado recebe um grande grupo de músicos durante apresentação ao vivo. Homens e mulheres, muitos usando chapéus, tocam violões, acordeão e outros instrumentos sentados em semicírculo. No centro, um homem de costas conduz a apresentação com violão. À esquerda, outro participante ergue um berrante. O fundo escuro destaca as luzes do palco e o clima de música regional e celebração cultural.

No dia 30 de abril, o teatro do Centro Cultural Justiça Federal (CCJF) abriu suas portas para mais um show da Orquestra Caipirando. Com regência de Henrique Bonna, a orquestra conta com mais de 25 músicos e encanta o público por onde passa. Composta por instrumentos diversos, como viola caipira, violão, cavaquinho, baixo, flauta e percussão, o grupo  fez uma apresentação leve e cheia de animação, com direito a dança dos integrantes; teve até quem levantou-se da plateia para acompanhar.

O repertório trouxe músicas regionais e canções autorais, com arranjos e adaptações desenvolvidos pelo maestro que, em alguns momentos, contava (com muito carisma) a história de cada composição. A proposta da orquestra vai além do entretenimento e busca preservar saberes populares, fortalecer a memória social e valorizar o patrimônio cultural brasileiro.  Elementos tradicionais como berrante, berimbau e apitos também fizeram parte do espetáculo, criando uma experiência que aproximou o público das raízes culturais brasileiras, além de despertar curiosidade. A apresentação das músicas Romaria, de Renato Teixeira, e São Gonçalinho, de Kátia Teixeira e Luiz Salgado — dedicada ao padroeiro do grupo São Gonçalo do Amarante —, marcaram a apresentação e emocionaram os que estavam presentes. 

Além da qualidade musical, o concerto também chamou atenção pela sintonia entre os integrantes. A troca entre os músicos no palco trouxe espontaneidade para a apresentação e reforçou o caráter coletivo da orquestra, que reúne artistas de diferentes trajetórias e idades em torno da valorização do gênero. Ao final, a plateia aplaudiu o show de pé e fez um pedido bis, algo que foi prontamente atendido.

O músico Roberto Gnattali compartilhou sua experiência ao assistir ao concerto. “Achei o show muito bom… todo mundo muito ótimo. É uma surpresa porque a gente não conhece, aqui no Rio de Janeiro, grupo de Viola Caipira, temos mais shows e samba. O teatro também é muito bom. Estão todos de parabéns”, declarou.

A médica veterinária Isabel Cristina Bonna afirmou que a apresentação da orquestra refletiu “um encontro que divulga e reafirma a viola como instrumento vivo, potente e presente no Rio de Janeiro.”