Pular para o conteúdo principal
NewsletterLogomarca VITRAL CULTURAL

Berimbau-Mulher encerra o festival Ritmos Brasileiros no Verão 2026 com resistência e ancestralidade

Publicado em:
10/03/2026
A imagem mostra o grupo Berimbau-Mulher durante um show no hall de entrada do CCJF. Ao centro, uma artista veste um vestido vermelho e toca berimbau diante de um microfone. Ao redor, outras integrantes, vestidas em tons claros, cantam e tocam instrumentos de percussão como pandeiros e atabaque. O grupo se apresenta diante de pedestais de microfone, sobre um piso com desenhos geométricos, em um ambiente com paredes ornamentadas e grandes portas de madeira.
No hall de entrada do CCJF, o grupo Berimbau-Mulher fecha a temporada do Festival Ritmos Brasileiros no Verão 2026 mostrando toda a força feminina em apresentação que enaltece as manifestações culturais do Brasil

No dia 12 de fevereiro, o Centro Cultural Justiça Federal (CCJF) recebeu o show Berimbau-Mulher, uma apresentação que integrou a programação do festival Ritmos Brasileiros no Verão 2026 e destacou a força feminina na música e na cultura afro-brasileira. 

 

O espetáculo reuniu o som do canto, do atabaque, do pandeiro, do agogô e do berimbau em um encontro que celebrou ancestralidade e resistência em manifestações culturais como a capoeira. Com a presença de 12 mulheres — sendo elas: a mestranda Juma, Andreza Gouvea, Débora Motta, Flávia Valença, Lucielena Dutra, Bárbara Ribeiro, Rosi Peixoto, Renata Rocha, Sandra Peixoto, Val Martins, Veronica Pereira e Zilá Lima —, o grupo apresentou clássicos como Dona Maria do Camboatá e Marinheiro Só, além de canções autorais como Mãe África e Sou Seu Berimbau.

 

Além da participação especial do percussionista Pedro Lima, a apresentação musical contou com uma performance marcante da artista Verônica Pereira, que representava o colo materno e a ancestralidade, enquanto o grupo cantava a composição Foi no Valongo

 

As artistas de Berimbau-Mulher ressaltaram a importância da presença do grupo no CCJF no intuito de celebrar a potência das vozes femininas. “Foi emocionante ver a Justiça abrir os braços em seu saguão e, de forma tão generosa, permitir que cada pessoa tivesse acesso gratuito para pisar nesse chão e celebrar uma música que fala à alma e ao coração. Uma experiência que nos encheu de orgulho”, declarou Flávia Valença.

 

O festival reafirmou o compromisso do CCJF em promover atividades culturais gratuitas e diversas, capazes de aproximar o público de manifestações artísticas que carregam memória, identidade e ancestralidade. “O show Berimbau-Mulher reafirmou a roda como espaço de encontro, transmissão de saberes e criação coletiva”, afirmou a cantora e compositora Zilá Lima.